A porta do escritório bateu atrás de mim, mas eu não fui. Fiquei parado no corredor, ouvindo o silêncio do lado de dentro. Elena nunca me expulsou do quarto. Nunca. Era sempre eu que saía, que precisava de espaço, que colocava distância entre a gente quando as coisas apertavam. Agora não. Agora era ela. E o negócio era feio. Passei a mão no rosto, sentindo a barba por fazer, o cansaço nos olhos. Merda. Merda, merda, merda. Eu devia ter cortado aquela advogada no primeiro sorrisinho. Devia ter posto a mão no meio da cara dela e dito "respeita a minha mulher". Mas não. Fiquei quieto, feito um i****a, pensando em negócio, em protocolo, em não causar problema. E agora tava aqui, no corredor, com o quarto do lado esquerdo e a Elena do lado direito de uma porta fechada. Respirei fundo. Vou d

