O silêncio que se seguiu foi absoluto. Até os pássaros pareciam ter parado de cantar. Bárbara olhou para Bianca, para mim, para as mãos de Bianca; disse mãos que eu sabia serem capazes de coisas que a maioria das mulheres de sociedade jamais imaginaria. — Isso não vai ficar assim — Bárbara finalmente disse, a voz trêmula de raiva contida. — Sempre fica — Bianca respondeu, sentando-se novamente na espreguiçadeira com a mesma graça felina, recolocando o chapéu sobre o rosto. — Agora, se não se importa, estávamos aproveitando a tarde. Pode ir. Bárbara hesitou, claramente querendo ter a última palavra. Mas algo nos olhos de Bianca a fez virar-se e ir embora, seus saltos altos afundando na grama a cada passo, a postura rígida de humilhação m*l disfarçada. Quando o som dos passos desapareceu

