Pré-visualização gratuita "o pega de carros, acaba em tragédia".
Bosque Dourado
Família Cartier:
Fernando Cartier
Bruno Cartier
Maria Paula Cartier
Heloiza Cartier
Clarisse Cartier
Família Traback de Amorim
Edmar Traback de Amorim
Sabrina Traback de Amorim
Michelle Traback de Amorim
Família Alencar
Jose Gomes de Alencar
Dora Alencar
Nando Alencar
Cláudio Alencar
Família Delgado
Dr. João Delgado (Médico e viúvo)
Sandro Delgado
Érika Delgado
Amigos de Bruno Cartier
Sandro (filho do médico João Delgado)
Érika (filho do médico João Delgado)
Nando (filho de Alencar e Dora)
Cláudio (filho de Alencar e Dora)
Bia (garota que morre no acidente)
Joyce (filha do embaixador da Ucrânia)
1º Capítulo
Três amigos crescem inseparáveis e o mesmo destino que os une resolve separá-los.
Quando jovens descobriram a paixão por corrida de cavalos e juntaram suas fortunas para concretizar esse sonho, fundando o Jóquei Clube Carioca.
Fernando Cartier sócio majoritário e além de dono de uma suntuosa mansão na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, possui também uma belíssima fazenda chamada "Bosque Dourado".
Fernando tem catalepsia e sofre desse m*l desde criança, principalmente quando lhe falta por muitas horas o sono, é contrariado ou é levado a alto nível de estresse.
Somente seus dois amigos e sócios conhecem esse segredo, que esconde até mesmo de sua irmã Heloiza e Paula sua mulher.
Os pais de Fernando morreram muito cedo e Fernando assumiu as empresas sozinho, já que sua irmã na época era muito nova.
O poder e o amor ao dinheiro fizeram de Fernando um homem ainda mais ambicioso, temendo uma coisa somente na vida: "Ser enterrado vivo".
Maria Paula foi a razão da amizade sincera entre Fernando e Edmar ter um fim, embora eles ainda tenham continuado como sócios.
A família de Paula estava falida e ela precisava ajudá-los se casando com um milionário.
A princípio enamorou-se de Edmar, mas ao conhecer Fernando acabou se apaixonando e escolhendo-o como seu marido.
Dessa união nasceu Bruno Cartier, filho único e herdeiro absoluto, de todo o império construído por seu pai.
20 anos se passam e Edmar morre.
Edmar doente e na companhia da sua irmã Sabrina e sua filha Michelle, faz seu último pedido.
- Cobre ...Cobre tudo o que é seu, por direito minha filha.
- Eu não quero nada pai. Só quero que o senhor fique bom.
- Promete pra mim agora, que você irá lutar pela fortuna, que me foi tirada injustamente.
Michelle olha para Tia Sabrina e ela sacode a cabeça positivamente.
- Sim meu pai.
- Jure.
- Eu juro papai. Vou fazer Dr. Fernando Cartier se arrepender do que lhe fez.
Edmar sorri, deixa uma lágrima escorrer por seu rosto, da um forte suspiro e morre.
- Papai, papai... Nãoooo.
Michelle e Sabrina se abraçam chorando.
Três meses após do falecimento de Edmar.
- Aqui está Fernando, o papel pra você assinar autorizando a corrida.
- Ok Alencar. Depois mande o boy ao banco. Dona Gerusa não veio de manhã e os dinheiros das apostas estão no cofre.
- As apostas foram modestas ontem.
- Pois é nunca vi um povo tão receoso com dinheiro.
- É esse plano Collor. Está nos dando uma tremenda dor de cabeça.
- É verdade. Não estou gostando nada dessas reformas econômicas.
- E quem está?
Fernando termina de ler e assinar.
- Pronto. Já li e assinei.
- Aliás, nunca te vi assinar nada sem ler.
Fernando olha o sócio.
- Desde que fui traído pelo Edmar, a quem eu confiava cegamente, nunca mais confiei nem na minha sombra se você quer saber Alencar.
- Mas eu sou também seu amigo e jamais vou te trair.
- Eu sei disso, mas prefiro assim.
- Dr. Fernando.
- Sim Gerusa. Você chegou?
- Cheguei sim doutor.
- Faça uma ligação pra minha casa, por favor.
- Sim senhor.
- Você hoje não almoçou em casa. Você Paula estão brigados?
- Não, não. Só quis adiantar uns documentos.
- Dr. Fernando, sua esposa na linha.
- Obrigado. Paula.
- Vou deixar você sozinho pra conversar com ela.
A empregada é quem atende.
- Não Dr. Fernando, vou chamá-la. Dona Paula, Dr. Fernando na linha.
- Alô Fernando? Sim Bruno ainda está dormindo.
- Já são mais de 3 horas da tarde. Esse vagabundo não quer nada mesmo.
- Tá bom Fernando, eu vou falar com ele.
Paula desliga o telefone, sobe as escadas, vê Bruno dormindo tranquilamente.
- Sabe de uma coisa? Não vou acordá-lo nada. Deixe-o descasar um pouco mais.
Paula fecha a porta com cuidado, para que o filho, que ela ama e mima tanto não desperte.
Meia hora depois os amigos: Sandro, Cláudio e Nando chegam a sua procura.
- Boa tarde dona Paula.
- Boa tarde, Sandro.
- O Bruno tai?
- Sim Nando. Lá em cima dormindo.
Os três sobem e Paula os chama.
- Esperem. Eu disse que ele está dormindo. O que vocês vão fazer?
- Acordar o bonitão.
Diz Cláudio e todos sobem rindo.
- Ei acorda.
Cláudio sacode, ele desperta.
- Olha a cara do safado Cláudio.
Nando fala tirando a coberta de cima dele.
- A noitada foi boa né?
- Me deixa Sandro.
- Onde você estava ontem, que nós não te encontramos?
- O que vocês fazem no meu quarto de madrugada?
Eles riem.
- Perdeu a noção do tempo?
- Quem perdeu a noção foi vocês Sandro.
- São quase quatro horas da tarde.
- Fala sério Nando.
- Estou falando.
- Eu não acredito que dormi tanto assim. Vou tomar uma ducha e já volto.
- Não demora, queremos saber se está de pé o pega dessa noite.
- Fala baixo Cláudio. Minha mãe pode ouvir oh i*****l.
Nesse momento a filha do embaixador que está hospedada na casa de Bruno, entra no quarto.
- Me desculpe, eu não sabia que estavam aqui.
Sandro a olha e não gosta.
- Quer dizer que você entra no quarto de um rapaz solteiro, sem bater antes?
Cláudio e Nando riem.
- Não seja grosseiro Sandro. Eu vi a porta aberta e vim ver se Bruno precisava de algo. Com licença.
- Olha roupa dela.
Nando fala, Cláudio e ele riem.
- Toda esquisita.
- Cala a boca você dois e deixe a moça se vestir como gosta.
- Lá vem o Sandro sempre defendo a Joyce. O que você ganha com isso?
- Eu tenho uma irmã e não gosto que falem dela Nando.
Bruno chega enxugando o cabelo.
- Quem era Cláudio?
- A esquisita da Joyce.
Riem novamente.
- Já falei pra largarem do pé da garota.
- Ela que tem que largar do meu.
- Se você não quer nada com a garota, não dê esperança.
Bruno olha Sandro e fala sério.
- Não dou esperança à mulher alguma que saio. Só que elas não entendem isso.
Os dois irmãos riem outra vez.
- Você não tem jeito mesmo Bruno.
- Terá no dia que se apaixonar de verdade.
- Isso nunca acontecerá.
Numa cidade pequena de São Paulo.
- Aqui estão nossas passagens. Você vem comigo para o Rio de Janeiro amanhã, Michelle.
- Está bem tia.
O destino estava prestes a pregar uma peça em Bruno e Michelle.
À noite o pega de carros acontece e Bruno ia entrar num carro onde todos estavam alcoolizados.
- Não Bruno. Não vai!
Sandro segura-o pelo braço.
- Mas por que Sandro?
- Eles estão todos bêbados.
- Que m*l há nisso?
- E aí playboy? Vai ou não vai? Ainda temos uma vaga.
Bia, a amiga do grupo se aproxima.
- Amarelou Bruno? Deixa que eu vou em seu lugar.
- Não Bia fica.
Bia não ouve Sandro e entra no carro que parte em alta velocidade.
Não demora o motorista perde a direção e o carro cai no penhasco e explode.
Sandro põe a mão na cabeça e todos gritam.
- Nãoooooooo.
- O que foi issoooo?
Pergunta Cláudio desesperado e Sandro sugere.
- Vem vamos sair daqui rapazes, antes que a polícia chegue.
Os três entram no carro de Bruno e fogem do local do acidente.