Miguel Henkel Meu filho está em coma há dois dias. Os médicos estão esperançosos. Mas eu não quero que ele acorde, ainda não. Tenho que convencer os pais de Felipe Dias a doarem o coração do menino para meu filho. Eu pago a quantia que for. Não me importo. Mas se eles continuarem a me negar terei que realizar o plano B, roubar o paciente e realizar a cirurgia. Não tenho escolha. Não vou ver meu filho morrer. O doutor Mauro está ficando maluco, recusando fazer a operação, como se todo o dinheiro que lhe dei não valesse de nada. E ainda tem o casamento. Giovane está a frente da cerimonia que foi marcada para quatro dias após meu filho entrar em coma, ou seja, tenho pouco tempo. Pouquíssimo tempo. Ele não deve acordar se não estiver com um coração novo. Ele precisa

