Getulio O problema das decisões pequenas é que elas não pedem cerimônia. Elas acontecem entre um compromisso e outro, enquanto a mente ainda acredita estar no controle. Não exigem reflexão profunda, nem produzem culpa imediata. São tomadas com a convicção confortável de quem já tomou decisões maiores antes — e sobreviveu a todas. É assim que eu justifico o que faço naquela tarde. Não há pressa. Não há tensão explícita. Apenas uma necessidade prática que se apresenta com naturalidade demais: reorganizar algumas funções ligadas às atividades paralelas da paróquia. Nada estrutural. Nada definitivo. Apenas redistribuição temporária, até que “as coisas se alinhem”. É a palavra que uso. Alinhar. Quando o nome de Elisa surge na lista, não hesito. Não por indiferença. Por excesso de racion

