†Capítulo 25†

540 Palavras

Elisa A respiração de Getúlio permanece pesada, quase contida, como se cada segundo fosse um teste imposto por Deus. Seus olhos, normalmente tão firmes, agora tremulam — não de fraqueza, mas de algo muito mais perigoso. Eu ainda estou encostada na parede quando ele repete, com a voz baixa: — Diga, Elisa. Meu nome na boca dele sempre teve peso. Mas agora… agora é um veredito. Engulo a dor, o medo, a raiva — tudo de uma vez. Tento manter a postura, mas o aperto no peito me trai. — Você não entende… — sussurro. Ele fecha os olhos devagar, como se aquela pequena frase abrisse feridas que ele vinha costurando há tempo demais. Quando os abre novamente, há sombras ali. Sombras e algo que eu não quero nomear. — Eu entendo mais do que você imagina. — diz ele, aproximando-se um pouco, mas n

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR