Elisa Sinto o ar prender no peito quando ele me puxa pela cintura, mas dessa vez meu corpo reage antes da minha mente. Empurro seu peito com força, o suficiente para abrir alguns centímetros entre nós. Ele não esperava — vejo isso no breve levantar de sobrancelha, naquele orgulho ferido que ele tenta esconder. — Eu não sou sua propriedade, Getúlio. — cuspo as palavras, ofegante. — Você não tem esse direito. Ele inclina a cabeça, como se estivesse analisando cada fibra da minha raiva, cada tremor da minha voz. — Piccola, você está tão ocupada lutando contra mim que não percebe contra quem deveria lutar de verdade. — Ah, não começa com suas filosofias baratas. — retruco de imediato. — Você não manda em mim. Não manda nas minhas escolhas. Não manda na minha vida. Ele dá um passo à frent

