Elisa Fico parada no meio do quarto por longos minutos, a foto ainda presa entre meus dedos. O coração bate devagar agora. Não porque a confusão passou — mas porque algo em mim mudou. Medo se transforma em cautela. Respiro fundo e enxugo o rosto com o dorso da mão. Chorar não vai me dar respostas. Desespero também não. Se existe algo escondido, eu preciso vê-lo com clareza… não com emoção. Coloco a foto sobre a cama e volto à caixa. Reviro cada papel com atenção renovada, procurando padrões, nomes repetidos, qualquer detalhe que antes teria ignorado. Encontro pouco. Mas o pouco… é suficiente. Recibos antigos de doações. Correspondências da paróquia. Datas que coincidem com a morte de Maria Luciana. Tudo parece limpo demais. Organizado demais. Como se alguém tivesse feito ques

