A casa dos Ortega estava silenciosa naquela tarde, mas havia uma tensão no ar, como se algo sombrio pairasse sobre a propriedade. Ana entrou pela porta principal com um suspiro cansado, as palavras de Beatriz ainda ecoando em sua mente. Ela estava decidida a fazer tudo por Isabela, mas sentia que as forças estavam se esvaindo. Ao atravessar o corredor que levava ao quarto da filha, notou que a porta estava entreaberta. Estranhou, pois Isabela sempre mantinha o quarto fechado ultimamente. Com o coração batendo um pouco mais rápido, Ana chamou, hesitante: — Isabela? O silêncio foi sua única resposta. Ela empurrou a porta lentamente e congelou ao ver a cena diante de si. Isabela estava caída no chão, inconsciente, com os pulsos cortados e o sangue tingindo o tapete ao redor dela. — Não

