O quarto de Isabela parecia ter se transformado em uma prisão de paredes familiares. As cortinas estavam sempre fechadas, abafando a luz do sol, enquanto o ar ali dentro parecia pesado, quase sufocante. A cama desfeita era seu refúgio, e os lençóis amassados envolviam uma jovem que antes transbordava vitalidade, mas agora se tornara apenas uma sombra de si mesma. Isabela m*l saía do quarto. Apenas Ana entrava, trazendo refeições que quase sempre eram deixadas intocadas na mesinha ao lado da cama. Tentava conversar, mas era recebida com o silêncio ou respostas monossilábicas. As tentativas de convencer a filha a descer, a caminhar pelo jardim ou a ver os cavalos da propriedade, eram em vão. Na segunda manhã após o incidente, Ana entrou no quarto e encontrou Isabela sentada no chão, de cos

