O sol já estava alto quando Isabela abriu os olhos, o quarto mergulhado em uma luz que parecia zombar de sua confusão e dor. Ela piscou algumas vezes, sentindo o peso nos músculos e a cabeça ainda latejando. O gosto amargo da decepção e da noite anterior parecia impregnado na boca. Lentamente, ela sentou-se na cama, os lençóis amassados ao seu redor, ainda vestindo a roupa da noite passada. Olhou para as mãos e as sentiu trêmulas, como se seu corpo ainda tentasse processar o que havia acontecido. Cada memória voltava fragmentada, mas uma coisa era clara: Filipe a vira com Tomás. Engolindo em seco, Isabela levantou-se e foi para o banheiro. Ligou o chuveiro e deixou a água quente escorrer sobre o corpo. Não segurou as lágrimas, permitindo que fluíssem livremente, misturando-se às gotas de

