O relógio marcava o final da tarde em Portugal, enquanto na Itália o sol já estava se pondo atrás das colinas que cercavam a pequena cidade onde Isabela vivia. O brilho dourado refletia nas paredes do apartamento modesto, recheado de livros, notas e garrafas de vinho pela metade — o cenário de sua dedicação ao curso de enologia. Ricardo estava no escritório, nervoso. Ele segurava o celular com certa hesitação. Do outro lado, Ana estava sentada, observando atentamente. — Você sabe que não pode pressionar Isabela, Ricardo. Deixe nossa filha decidir sem culpa. Ele assentiu antes de finalmente fazer a chamada. O som do toque encheu a sala até que a tela se iluminou com o rosto de Isabela. Ela parecia cansada, mas feliz, com o cabelo preso de forma desleixada e um sorriso tímido ao ver os pa

