O silêncio pesado na sala foi quebrado pelo som seco da porta se fechando atrás de Carlos. Filipe ainda estava parado, como se o impacto do que havia acabado de acontecer o tivesse paralisado. Sua expressão era uma mistura de incredulidade e raiva m*l contida. Ele respirou fundo, fechando os olhos por um momento, antes de encarar Susana. — Você disse que não havia ninguém aqui! — ele disparou, a voz baixa, mas carregada de frustração. Susana, com a calma de quem já previa a reação, ajeitou o cabelo e deu um passo à frente, colocando a mão suavemente sobre o braço dele. Seu rosto era uma máscara de inocência, o tom da voz quase doce. — Filipe, eu realmente pensei que estávamos sozinhos. Eu não sabia que seu pai ainda estava no escritório, juro. Ele suspirou, passando as mãos pel

