A Aurora que merece

3353 Palavras
Aurora se olhava no espelho pela manhã. Seus olhos estavam tristes, e seu semblante nitidamente cansado. Inspirou fundo, enchendo o pulmão de ar e soltou pela boca. Ela estava exausta e seu rosto não tinha mais brilho. Acabava de fazer três semanas da qual ela estava morando naquela mansão. Inúmeras vezes, Lorenzo entrou em seu quarto alterado, não só por bebida mas louco de cocaína. Ela reconhecia aquele olhar, ah como reconhecia. Diversos homens na boate, passavam a noite daquele jeito. Olhos sem vida. Era pior de quando estava bem, seus tapas eram mais fortes e os insultos mais frequentes. Virou-se e caminhou até sua cama, onde tinha uma bolsa preta encima. Lorenzo havia comprado coisas novas e caras. Muito caras. Ela tinha a vida de uma digna princesa, só que em vez de morar com o príncipe, morava com o vilão. Pegou um pequeno malote de dinheiro, que daria para viver perfeitamente durante dois meses. Havia pego do homem, ele nunca notaria, nadava em dinheiro. E se notasse, seria uma liberdade ele tirar a sua vida. Colocou a bolsa no ombro direito e se levantou, indo em direção a porta. A casa nunca esteve tão vazia. Algumas horas atrás, Aurora acordou ouvindo os berros histéricos do De Luca no andar de baixo, reclamando novamente dos seus seguranças, que os chamavam de imprestáveis. Ela sentia saudade do Donovan, saudade de conversar com alguém normal. Foram definitivamente proibidos de se falar. Além dele, todos daquela casa eram proibidos de falar com ela. É como se ela nem existisse. Quando ia as compras, o que era frequente, pois o Lorenzorasgava todas suas roupas intimas, ia sozinha em um carro, e outro com dois seguranças a seguindo. Aurora sabia que, seria tolice tentar fugir ou ameaçar. Pra que ela faria isso? Ele a encontraria, e seria executada, sem dúvidas, ou pior, ele a levaria novamente para mansão. Então resolveu tentar um proveito, da vida que ele proporcionava. Chegou na cozinha e foi até o chaveiro, pegando a chave de um carro qualquer e desceu até a garagem. Quando entrou viu uma range rover e o seu porsche que ele tanto amava, talvez fosse a única coisa que Lorenzo amava. Clicou no alarme, para ver de qual era a chave e deu um sorriso satisfatório quando viu as luzes da porsche piscar. Ele odiaria isso. ― Vamos passear, belezinha ― Sorriu entrando no carro. Sabia que teria problemas no portão principal, pois Lorenzo sempre avisava aos seus seguranças, que ela não poderia sair sem um deles ou sem que ele autorizasse a saída. Definitivamente uma prisioneira.  O portão automático abriu e ela virou a chave no contato, ouvindo o barulho potente do carro. Aurora já havia pego, mas, quando chegou em casa, ele quase a matou. Era tantos berros que ela m*l conseguia entender o que ele falava. Poderia jurar que suas veias da testa iriam estourar. Dirigiu até o enorme portão preto, que tinha dois homens com ternos e metralhadoras na mão. Todos daquela casa tinha uma munição fora do comum. Parou o carro e olhou para Phil, que a encarava malicioso. ― Pode dando meia volta, o chefe não nos avisou sobre sua saidinha ― Começou sarcástico ― Vai. ― Primeiro, fala direito comigo. Segundo, faça como quiser, além do mais é com você que De Luca vai bater um papinho mesmo ― Deu os ombros. Phil deu um riso debochado e olhou para o amigo, que estava mais próximo do portão. Ele era alto e um pouco gordo, Aurora nunca tinha falado com ele. ― Meu amigo ali ― Indicou com a cabeça ― Não vai deixar você sair. E hoje não é um dos melhores dias dele. ― Jura?― Falou encarando o moreno ― Pelo o que eu ouvi hoje de manhã, De Luca também não está. Mas, como quiser, eu dou meia volta. ― Todos nossos homens saiu com ele, não pode sair sem ninguém. Coloque isso na sua cabeça! ― Reclamou já nervoso. Porém, inseguro. ― Eu não sairia sem a permissão dele ― Piscou colocando a marcha pra ré ― Mas, se você gosta de contraria-lo, tudo bem. Phil colocou a mão, evitando que o carro voltasse de ré. Ele temia que fosse verdade, com certeza, o patrão o mataria. Mas se Aurora estivesse blefando, ele também estaria morto. Olhou novamente para o colega que virou o rosto, claro, ninguém iria querer participar disso. ― Abre logo, Phil ― A Costa resmungou impaciente. O moreno levantou a mão e fez um gesto com o indicador  para o portão ser aberto. Aurora acelerou e saiu daquela mansão, com um sorriso vitorioso. Ela poderia ir embora e nunca mais voltar. Olhou pelo retrovisor e se sentiu livre, percebeu que nenhum carro a seguia. Seria loucura, porém, seria ótimo. Mas ela preferiu não arriscar sua vida. Já estava arriscando demais em apenas um dia. Fez o caminho que conhecia muito bem, e depois de alguns minutos parou na frente da boate. Se olhou pelo retrovisor, vendo o corte pequeno que tinha no seu lábio inferior, de uma briga dos dois na noite passada. Lorenzo nunca a agrediu, contudo jogou um copo de vidro que ao estraçalhar na parede, e cacos voaram na sua direção.  Arrumou o cabelo e desceu do carro, deu o alarme e foi caminhando até a entrada da boate. Viu a Ferrari, e sabia que o encontraria hoje, de certa forma, seu estômago remexeu. Quando entrou, observou que ainda estavam limpando o lugar e abastecendo as geladeiras com bebidas caras. Caminhou lentamente, observando cada detalhe. Como ela podia sentir saudade daquilo?  ― Aurora? ― Ouviu uma voz conhecida. ― Clara! ― Virou-se para a amiga, e as duas se abraçaram contentes. ― Ai que saudade! ― Admitiu a loira, quando já estavam separadas. ― Eu também! ― Riram juntas. ― E então, como está a vida lá ? ― Ah ― Suspirou cansada ― Horrível, acredite se quiser, ele é o verdadeiro d***o! ― Estão falando de mim? ― Giovanni se intrometeu na conversa, surgindo de algum canto da boate. Seus cabelos estavam mais curtos e desengrenados. O sorriso malicioso brotava no canto dos seus lábios e aquele seus olhos azuis, sempre tão vivos. ― Não, é de outro d***o mesmo! ― Costa sorriu quando o homem se aproximava. ― Espero que ele saiba, que você deu uma passada aqui Aurora! ― Franziu o cenho - Confesso que não quero problemas, ainda mais com o De Luca. ― Na verdade, não ― Avisou contraindo os lábios. ― Melhor ir embora. ― Aconselhou. ― Só vou levar alguns minutos, prometo! ― Juntou as mãos levantando até a altura do rosto, com um olhar de pidona. Giovanni respirou fundo e virou os olhos e sustentou o olhar na minha amiga, antes de voltar a me encarar. ― Tá bom. Mas não me responsabilizo por nada, e se ele quebrar alguma coisa aqui você que vai pagar. A não ser que ele quebre o pescoço da Catarina, ai tudo bem... ― Deu as costas indo até a mulher que azucrinava uma de suas dançarinas. Nada muda. {...} As duas estavam no camarim, os moveis tinham sido mudado de lugar. Parecendo deixar o ambiente maior, as duas se sentaram no sofá ainda risonhas. ― Tenho certeza que foi você que mudou aqui ― Aurora adivinhou. ― Sim ― Assumiu ― Estava muito morto esse lugar. ― Ficou lindo! ― Elogiou ― Mas, eu vim aqui pra te trazer uma coisa ― Fuçou na bolsa pegando o pequeno malote. ― Ah, não ! ― Recusou com um olhar amigável ― De verdade, não. ― Por favor, eu lembro de como conversávamos. Vai conseguir comprar roupas novas e das marcas que você gosta ― Sorriu brincalhona. ― Mesmo que seja de coração, eu não quero. ― Clara ― Virou os olhos colocando na mão da loira ― Eu me preocupo com você, e por favor, aceite, eu não arrisquei minha vida pra você falar não. ― Ok. Ok ― Riram e a loira aceitou a quantia ― Mas me fala, como é o Lorenzo. É tudo isso que falam ? ― Acho que são modestos quando falam da ruindade dele. Aquilo é um monstro! ― E na cama? ― Segurou a risada, timidamente. ― Também um monstro. Ele é inexplicável.  ― Ah, Costa ― Sorriu ― Que bom te ver! ― O que foi aquela troca de olhares, entre o Bernardi mais velho ? ― Saímos algumas vezes. Ele é e******o e um ogro, faz piadas fora de hora e tem uma criança de dez anos dentro dele. Mas, não sei, é bom estar com ele... Contudo ele atrapalhou alguns dos meus trabalhos, provocando alguns clientes... Não sei se irá durar. ― Você e Giovanni... Uau.  {...} Giovanni observava a nova dançarina descer e subir naquele ferro. Ela era sexy e estava trabalhando há um mês lá. Ocupou o lugar da Aurora, não era tão boa quanto a morena, mas era óbvio que ela dava o seu melhor. Encarava Giovanni, enquanto o provocava. Todas as mulheres provocava aquele c*****o, que cheirava dinheiro e sexo bom. ― Desse jeito, vai acabar transando com todas elas ― Pietro chegou pelas costas batendo no ombro do irmão, parou ao lado e cruzou os braços também olhando a ruiva. ― Clarinha não irá gostar disso... ― Tenho que testar a mercadoria, maninho. E cadê a louca da sua namorada? Tive que expulsá-la há alguns minutos.  ― Sei lá ― Deu os ombros ― Deve estar fazendo uma fogueira e jogando uma maldição em mim. Em você... Em todos. ― Imaginei a mesma coisa ― Os dois riram. Ouviram a porta abrir brutalmente. O maior pesadelo de Giovanni, acabava de começar. Lorenzo estava na casa, e com certeza não era para conversar. Ele anda calmamente até um sofá e senta, seus dois seguranças Théo e Donovan ficam em pé, um de cada lado, e aquele sorriso do De Luca indicava perigo. {...} ― O que esse cara quer aqui? ― Pietro sussurra. ― Bom...  ― Giovanni... ― Era só alguns minutos! - O mais velho trava os dentes. Aurora aparece, seu rosto escureceu assim que viu o poderoso homem sentado a aguardando. Profundamente irritado.  ― Aurora― O irmão mais novo sussurrou, não acreditando no que estava vendo. Clara parou ao lado da morena. ― Multa querida, parada em lugar proibido ― Avisou irônico a Aurora. ― Eu já estava indo... ― Começou a se explicar. Lorenzo levanta o indicador até os lábios avermelhados, pedindo silêncio.  Pietro a encarava com um semblante triste e desapontado. Seus olhos percorriam todo o corpo dela, e sentiu o peito apertar em uma saudade dolorosa. Ameaçou ir até a morena, mas o irmão mais velho segurou seu pulso. O que não passou despercebido para o Lorenzo. ― Ah, certo! ― De Luca ri estridente ― O c*****o apaixonado pela p**a. Clichê. ― Não fala dela assim ― Pietro trinca os dentes ameaçador. ― Eu falo do jeito que eu quiser, afinal, ela é minha. ― Levantou-se, abotoando o seu paletó. ― Eu falei que você permitiu, Lorenzo. Ninguém sabia que vim escondida. Pietro cerrou os olhos, prestando mais atenção no que ela falava. E viu o corte em seu lábio, deixando-o indignado. ― Ele te bateu? ― Perguntou encarando a morena. ― Cala boca, Pietro. Cala essa maldita boca! ― Aconselhou o mais velho. ― Donovan. ― Lorenzo falou. ― Não, Donovan. Por favor não! ― Aurora correu até o loiro, e recebeu uma cotovelada no queixo. Théo a pegou pelo braço e a levou ao lado do Lorenzo. Ela já sentia o cheiro forte do seu perfume e do ódio que saia pelos seus poros. ― Que romantismo, um se arriscando pelo outro. Vocês dão inveja em qualquer casal ― Comentou sarcástico. Encarou a morena ao seu lado, seu maxilar moveu-se de um lado para o outro, irritado. ― Não, Lorenzo.― Giovanni se colocou na frente do irmão. ― Donovan, por favor! ― Aurora implora chorosa.  Ela conhecia o homem que convivia, e percebia o quanto ele estava nervoso. E o pior, sabia que o segurança não ignorava uma se quer ordem do seu patrão. Donovan pegou Pietro colocando seus dois braços pra trás e o levando até o Lorenzo com facilidade.  ― Nem pense em interferir, Giovanni. Se não mato todos desse lugar, inclusive você ― Avisou. Lorenzo deposita um forte soco no maxilar do Pietro, seu rosto vira brutalmente para o lado e em segundos o sangue começa escorrer pelo seu queixo.  Giovanni fechou os olhos e respirou fundo, ele não poderia fazer nada no momento. ― Não adianta você me bater, De Luca. Ela sempre irá voltar... E você sabe disso! ― Provocou. Corajoso e burro. De Luca da uma forte joelhada em seu estômago que faz com que o outro perca as forças da perna, mas Donovan não permite que ele ajoelhe. Enquanto isso, incansavelmente, os socos continuam em seu rosto. ― Pelo amor de Deus, para Lorenzo! ― Aurora implorava, enquanto Théo a segurava em seus braços, enquanto ela se debatia.  Os gritos de dor do Pietro não cessavam, os socos eram cada vez mais fortes e violentos. Lorenzo deu uma joelhada no rosto dele e, finalmente, Donovan o soltou no chão quase inconsciente. Arrumou seu paletó e olhou para Giovanni que o encarava raivoso. ― Da próxima, eu mando os pedaços do corpo dele por correio. ― Avisou ao mais velho. ― Encostou o pé no ombro do Pietro ensanguentado e sorriu ― Sinta-se honrado, eu nunca uso minha força... Os quatro se retiraram do lugar com a garota arrastada e aos berro. Clara correu rapidamente até o loiro que ameaçava um desmaio. ― Pietro, não ― Segurou o rosto dele com as duas mãos ― Não desmaia! Giovanni, ajude-o ― Implorava quase chorando. ― Que merda Pietro, que diabos você estava pensando? Ele é um De Luca, seu babaca! ― Caminhou até o irmão ― Desiste cara, ela é dele agora. {...} Aurora era arrastada pelo braço até a porsche. Lorenzoa encostou no carro com brutalidade, e revirou sua bolsa achando a chave do carro. ― Você é uma v***a burra! ― Xingou dando o alarme no carro e a jogando no banco da frente. Deu a volta pela frente. Ela nunca tinha o visto desse jeito. Abriu a porta e se sentou, virando a chave no contato e saindo em arrancada. ― Odeio pessoas burras, Aurora. Elas me irritam profundamente, e confesso, vocês dois são um combo de burrice. A velocidade aumentava a cada segundo, ele costurava os carros na avenida mas ela parecia não sentir mais medo. No momento estava anestesiada. ― Você não passa de uma p*****a. O que achou? O que passou pela sua cabeça vazia e burra para sair da mansão. Achou que eu iria estar te esperando com a janta na mesa quando voltasse, para perguntar como foi o seu dia? ― Seu sorriso era doentio ― O pior em ser p**a, é ser uma p**a burra. Sabe, eu deveria te matar... Lorenzo não cessava com as ameaças e os xingamentos, deixando Aurora cada vez mais irritada com tudo o que estava acontecendo. ― A v***a apaixonada pelo c*****o. ― Riu, debochado ―  Ingênua. Acha que alguém de mim iria te querer? Olhe só pra você... ― Me mata então, i****a! ― Gritou com o homem. Ele freia bruscamente em um acostamento, fazendo levantar uma fumaça densa e branca, um som ensurdecedor como se fosse bater. O carro joga de um lado para o outro, até parar no acostamento. As buzinas foram repentinas, avisando que quase houve um acidente. O cheiro de borracha queimada já entrava no carro. ― Vamos. Faça! ― Gritou, com lágrimas de ódio nos olhos ― Vamos, De Luca. Me mate.  ― Seria um favor que eu faria! E não sou homem de favores. Viver comigo vai ser pior que qualquer morte imaginável ― Disse frio. Aurora encarou os olhos castanhos, que tanto a assustava. Seus lábios sempre tão molhados, como se estivessem pronto para ser beijados. ― Você é um covarde. ― Assumiu com lágrimas nos olhos. Lorenzo a segurou pelos cabelos da nuca e a aproximou do seu corpo. Ela sentiu o cheiro do seu perfume entrar pelas suas narinas, e seu corpo se arrepiar. O modo como ele a pegava, era tão bruto mas tão confiante de si mesmo. Ele tinha um imenso poder, e sabia disso perfeitamente. ― Eu não me importo com o que você sente, com o que você pensa ou acha. Se não percebeu você é apenas uma p**a. ― Então por que vai atrás de mim? ― Perguntou provocativa. ― Porque você é minha! Eles estavam próximos o suficiente para o um beijo, mas, como ele nunca permitia jogou sua cabeça para o lado e girou a chave no contato, dando partida no carro novamente. ― Próxima vez, que me desrespeitar, eu não irei matá-la. Mas todos seus amigos e pessoas da qual você ama, serão executados. Isso, é uma promessa. ― Ameaçou, calmo. O caminho até a mansão foi silenciosa. Aurora chegou e foi direto para o seu quarto. Tomou um banho e se deitou, estava exausta e chateada. Queria sumir daquele lugar, e desejou dormir e não acordar mais. Era doloroso ver Pietro apanhar daquele jeito, estava tão preocupada com ele que não conseguia pregar os olhos. Em meio a pensamentos, lembrou-se da postura ereta do Lorenzo durante os golpes, mesmo ao agredir alguém, tinha etiqueta. Isso é ridículo. E mesmo que no momento o odiasse, no fundo sentiu pena do De Luca. Ele precisava comprar uma mulher para que alguém o aturasse.  {...} Lorenzo estava sentado na poltrona, observando a lareira apagada com um copo de uísque com gelo na mão. Estava distante e pensativo. Nunca tinha sido humilhado igual hoje, deixar alguém vivo após desrespeita-lo é inadmissível  ― Chefe, mandou me chamar? Ouviu uma voz feminina, tão fina e angelical que poderia dizer que era uma adolescente. Ele virou-se para a loira dos olhos claros, vestindo apenas um vestido justo vermelho. Suas curvas eram maravilhosas e s***s fartos, siliconados e perfeitos. Não passava dos vinte e dois anos, mas queria aventura ao t*****r com um poderoso mafioso. ― Chamei, vem aqui ― Foi mais uma ordem, do que um convite. Ela caminhou até o loiro, e parou na sua frente. Ele a mede dos pés a cabeça e da um gole do líquido em seu copo.  ― Tira a roupa ― Ordenou sem qualquer emoção. Ela retirou seu vestido, jogando em algum canto daquela sala. Era um corpo escultural e desejado por muitos. O olhar dela denunciava o desejo que sentia. Ela se sentou de frente pra ele. Seus s***s eram perfeitamente redondos e de dar água na boca. Lorenzo chupa o bico do seu peito, e ela solta um gemido. Estica o braço e deposita o copo na mesinha ao lado. As mãos do homem apertavam suas coxas brutalmente, deixando marcas. Sentiu a garota sair do seu colo de repente, e soltar um grito de dor e susto. Teve a visão da Aurora segurando-a pelos cabelos. A morena virou-se e pegou o vestido e caminhou até a loira, que estava sentada no chão se cobrindo envergonhada e irritada. ― Toma ― Jogou a peça de roupa nela ― Melhor achar a saída e não voltar mais. Lorenzo pegou seu copo novamente e deu um sorriso, achando graça. A loira o encarou, então ele deu os ombros e tomou sua dose em um só gole. ― Tá olhando pra ele por que? Mandei ir embora! Tá surda? A garota saiu correndo da sala, deixando os dois a sós. ― O Karma existe, querida. ― Não estou de brincadeira ― Se aproximou apontando o dedo no peito dele. O que chamou atenção para o seu tórax― Agora vai ser assim, você vai ter a Aurora que merece. Ele encarou o dedo fino em seu peito, e subiu o olhar sexy até a morena que o encarava sério. Lorenzo deu um sorriso do d***o.
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