Aqui estou

1902 Palavras
O relógio apontava três horas da tarde. Lorenzo De Luca estava ocupando um escritório enorme no porcelanato, um sofá de couro legitimo preto estava encostado na parede direita, e na frente uma pequena mesa, que tinha inúmeros sacos de cocaína. Uma estava aberta ao lado de uma fileira.  Do outro lado era uma enorme adega, que estava sempre cheia dos melhores uísques importados. No fundo e no meio do escritório, ficava sua mesa de vidro comprida, sua cadeira giratória e confortável atrás, aonde ele se localizava.  Sempre bem vestido e atento. O seu perfume forte e amadeirado se misturava com o cheiro de canela dos charutos. Vagamente o cheiro de couro do sofá.  Olhava atento para o seu notebook, sua arma, cromada a ouro estava ao lado do mesmo. Sua gravata estava frouxa e seu semblante, como sempre, estressado. Seu cenho na maioria das vezes sempre estava franzido e as sobrancelhas arqueadas. Seus lábios já não sabiam mais o caminho para um sorriso. Dentro de todos os homens vistos, sem dúvidas alguma, Lorenzo é um dos mais atraentes. Seu clássico nariz reto estava na direção da tela, e os lábios avermelhados em uma linha reta. Apenas seus olhos se movem na direção da porta, quando ele ouve passos. Atento, sempre atento a qualquer tipo de movimento. — Senhor — Um dos seus seguranças abriu milésimos depois.  Era loiro e alto, acompanhado pelos seus ilustres e tristes olhos claros.  — Se não for interessante, vai embora — Ordenou voltando a atenção no que estava fazendo.  — Achamos o Tyler King — Avisou.  O que aquele homem do nome Tyler teria feito, ninguém sabia. Mas quando o olhar do loiro se levantou para o outro homem, todos teriam certeza que coisa certa não fez. Lorenzo molhou os lábios e cerrou os olhos.  — Ótimo — Sussurrou. O canto do seu lábio subiu discretamente. Poderia dizer que era um sorriso, mas a verdade é que aquilo não passava de um riso extremamente nervoso coberto por triunfo. - Prepare o carro. {...}  Aurora abriu os olhos ainda cansada, se espreguiçou e olhou a sua volta, devido ter esquecido a cortina aberta, o quarto inteiro estava iluminado pelo Sol. Os olhos demoram um pouco para se acostumarem com a claridade. Ela morava em um apartamento no subúrbio, era bem ajeitado com tudo o que ela gostava. Prateleiras com livros e filmes que ela não se cansava de ler ou assistir. Olhou para o lado e mirou o seu relógio, que estava embaixo do abajur.  Viu que era quatro horas, mas não sentiu um pingo de vontade para se levantar. Sua cama estava tão confortável, que parecia burrice sair dela. Contudo, ela iria se mudar e precisaria ir.  Se levantou e foi para o banho. Colocou toda a cabeça embaixo d'água e fechou os olhos. Seu corpo tinha algumas marcas de chupões e hematomas, mas ela parecia não se importar mais. Demorou quarenta minutos, saiu do box e se enrolo na sua toalha branca.  Quando voltou para o quarto teve uma surpresa, nada esperada.  — Pietro, o que está fazendo aqui? — Perguntou assustada.  O loiro estava sentado na sua cama, com os cotovelos apoiados no joelho e os olhos fincados no dela.  — Precisamos conversar, sobre onte..  — Não — Interrompeu — Não temos nada para conversar — Caminhou até a cômoda nervosa — Quero que vai embora.  — Não vou — Se levantou — Não enquanto não me responder.  — O que Pietro? — Virou-se com uma regata na mão.  — Você ainda me ama?  Aurora respirou fundo e se virou novamente, vestiu a calcinha por baixo da toalha. Se desenrolou, e não pareceu se incomodar com os s***s à mostra. Colocou a regata sem sutiã e respirou fundo.  Pietro a mediu com a boca entreaberta, por mais que ele fosse um covarde, seu coração pertencia a Aurora Costa.  — Isso não é uma pergunta. Você está tentando me manipular — Passou por ele, jogando a roupa usada em um cesto.  — Não estou Aurora — Foi até ela — Por favor, me responde.  Pousou a mão direita no rosto dela, e em seguida a esquerda. Ela o olhava triste, nada diferente do olhar dele.  — Fala pra mim — Beijou o rosto dela, subiu beijando sua pupila e logo beijou sua testa, quase em desespero — Não diga que me esqueceu, que não sou mais nada pra você — Beijou os lábios dela, que não responderam.  — Vai embora — Suspirou dando um passo pra trás — E não volta mais, sou de outro agora. Comprasse primeiro.  — Para de falar, como se eu te achasse mercadoria Aurora — Gesticulava nervoso — De jogar na minha cara, tudo de r**m que eu já te disse. Estou aqui agora, te pedindo perdão. E que não vai com esse cara, eu não quero te perder.  — Qual é Pietro — Aumentou a voz — Sou uma p**a, como você já disse. Sou uma mulher de muitos homens, e adoro ser chamada de vagabunda. Não é? Adoro f***r com desconhecidos. Por que me dá prazer.  — E eu gosto de f***r com você — Puxou a morena pela cintura, e chocou o corpo dos dois — Gosto quando você geme meu nome — Sussurrou no ouvido dela — Gosto quando pede pra eu ir com carinho, e amo quando implora que eu coloque com força.  Aurora fechou os olhos, se permitindo sentir o cheiro bom que saia do cabelo dele. Sentindo seus toques, que iam ficando mais ousado e sua voz fraca no seu ouvido. Sentiu a ereção dele, e sua respiração ficou descompassada.  A morena atacou os lábios dele, e começaram a se beijar desesperadamente. O loiro a pegou no colo, e rapidamente ela entrelaçou suas pernas na cintura dele. Foram caminhando até a cama. Ele a jogou na mesma e sorriu malicioso. Tirou a camisa e começou beijar a barriga dela.  Aurora entrelaçou seus dedos finos, no cabelo liso e macio dele. Sentia sua língua brincar com a sua barriga, e chupões que deixariam marcas.  Tirou a blusa dela tendo a visão dos seus s***s, não demorou muito até começar chupa-los. Dividindo atenção entre os dois, enquanto massageava o outro. Roçava com força por cima da calcinha dela, que já estava molhada, esperando entrar.  Ele subiu para o seu pescoço com beijos e mordidas, em seguida em seus lábios novamente.  Ela passava as mãos nas suas costas largas e com músculos naturais. Tirou a calça jeans do loiro junto com a cueca, e logo sentiu seu m****o roçar na sua entrada. Era tão grande e grosso, que ela gemia antes que ele entrasse.  — Senti sua falta — Sussurrou entre o beijo e mordeu o lábio inferior dela.  — Mostra! — Pediu com a voz falha.  Pietro a penetrou com força, preenchendo a morena e fazendo ela gemer de dor e prazer ao mesmo tempo. O Moretti dava intocadas fortes satisfazendo a morena. Levantou os braços dela, e entrelaçaram uma mão na outra.  Aurora sentou no colo do loiro, e quicava frequentemente e rapidamente. A testa dele já estava molhada e os cabelos bagunçados, os lábios avermelhados e parecia mais lindo do que nunca.  Depois de algumas horas, ela sentiu ser invadida pelo líquido dele, e em seguida ele sente o dela descer quente pelo seu m****o.  Ela deitou em seu peito, e os dois permaneceram quietos. As pontas dos dedos dele deslizavam pelo seu braço carinhosamente, até adormecerem.  {...}  Lorenzo e mais três homens estavam na frente de uma oficina abandonada, tinha carros velhos e enferrujados. Sem rodas, e com vidros quebrados.  Essa oficina ficava a alguns quilômetros da cidade.  — King — Lorenzo cantarolou.  Pegou um pedaço de cano que achou, também enferrujado e continuou caminhando. Logo viu um homem amarrado em uma cadeira, com dois dos seguranças.  — Oh, você está aí — Deixava o ferro arrastar no chão contra o cimento.  O de cabelos pretos, que estava na cadeira, não escondia estar com medo. Seus olhos estavam arregalados e o suor descia pelo seu rosto. Os lábios eram molhados frequentemente por nervoso.  — Por que está fazendo isso, Lorenzo? Já disse que vou pagar, cara. — Perguntou desesperado.  — Cala boca, seu filho da p**a — Bateu com o ferro no ombro dele. Fazendo a cabeça se abaixar rapidamente, e ouvir um gemido de dor — Cadê minha heroína? Cadê meu dinheiro! Está achando que está falando com traficante de merda? Igual você.  — Eu já disse, que vou paga mano — m*l conseguia levantar a cabeça.  — Mano? — Depositou um soco forte no rosto dele, fazendo-o virar — Não sou seu mano, seu bosta.  O sangue já pingava no chão. Tyler levantou a cabeça com o nariz encharcado de sangue.  — Sabe Tyler, eu tenho que ir buscar uma coisa — Olhou no relógio de pulso e voltou o olhar para o moreno — Então, infelizmente sua morte vai ser rápida — Pegou sua arma que estava nas costas presa na calça.  — Não, pelo amor de Deus. Deus me ajuda — Abaixou a cabeça rezando.  — Deus não vai te ajudar — Mirou na cabeça dele e atirou sem fraquejar.  {...}  Aurora entrou atrasada na boate e viu Giovanni sentado no sofá, apoiando a cabeça na mão e a olhando com aquele olhar, que ela sabia, que ele esperava explicações, mas já sabia a resposta.  Ainda não tinha ninguém, e algumas pessoas apenas arrumavam e abasteciam o bar. Algumas garotas treinavam no pole dance, entre elas, Clara.  — Tive um imprevisto.  — É, e ele tem nome — Virou os olhos — Lorenzo me ligou e já está a caminho. Por favor, seja boazinha — Segurou nos ombros dela — Eu até gosto de você, e não quero te ver morta. Entendeu?  — Tenho dezenove, sei me cuidar.  — Eu sei que sabe Costa — Suspirou — Minha preocupação é se ele vai cuidar.  Ela ouviu a porta atrás dela se abrir, e todas as garotas daquele lugar olhar pra trás.  {...}  Pietro passou a mão no rosto e se espreguiçou. Sorriu e olhou para o lado, que estava vazio.  Levantou-se rapidamente e vestiu sua boxer preta, e a procurou por todo o apartamento. Voltou para o quarto e percebeu o que estava acontecendo. Ela se foi, e como um homem bem experiente ele sabia que a partir do momento que ela estivesse nas mãos do Lorenzo, jamais sairia. Contudo, ele ainda pode evitar...   — Merda Aurora! — Esbravejou, colocando as duas mãos na cabeça desesperado.  {...}  — Ele chegou — Giovanni sussurrou.  De Luca caminhou até o bar e pediu uma dose de uísque. Se apoiou no mesmo e observava a morena. Seus dois seguranças pararam próximo. Donovan e Theo. Seus dois fiéis escudeiros.  Ela se virou para o homem que segurava um copo na mão. Ele era tão sexy, e ela poderia jurar que já sentia o seu perfume, mesmo longe.  Lorenzo a observava sem expressão alguma. Afinal, era mais um dia norma de troca de mercadorias.  — Vai — Ouviu o sussurro do Giovanni, e as pontas dos seus dedos a empurrarem pelas costas.  Ela caminhou confiante, o que chamou a atenção dele, o loiro acompanhou cada passo com atenção. Lorenzo analisa os olhos verdes da mulher na sua frente.  — Aqui estou. — Da os ombros.  Ele apenas levantou o copo, em sinal de brinde. 
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