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1176 Palavras

Caterine narrando As semanas que se passaram desde aquela noite de guerra pareceram um borrão na minha mente, um ciclo de dias quentes onde o som dos rádios dos soldados e o barulho das motos subindo e descendo as ladeiras da Rocinha se tornaram a minha nova trilha sonora. Eu já não era mais a mesma menina que saiu tremendo daquela boate na Barra; a convivência com o Nathan e com a Beatriz tinha me dado uma casca nova, uma força que eu nem sabia que tinha. Eu passava a maior parte do tempo dentro daquela mansão imensa no topo do morro, olhando para o mar lá embaixo e sentindo que, apesar de estar cercada por fuzis e homens de cara fechada, eu estava finalmente em casa. Mas faltava um pedaço de mim, uma ferida que não fechava: a minha mãe. O Nathan tinha movido mundos e fundos, gastado um

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