Caterine Narrando Ele continuava me acariciando, a mão grande e pesada passando pelos meus fios loiros com uma calma que me deixava zonza, e por um segundo eu quase esqueci o motivo de tanto pavor. Mas a imagem da minha mãe, sozinha e indefesa naquela cidade gelada na Rússia, voltou a me assombrar como um fantasma c***l. Se o Vitório tinha braços tão longos que podiam mandar um exército para o topo de uma favela no Rio de Janeiro, o que impediria os homens dele de baterem na porta dela agora mesmo? — Nathan... — minha voz saiu como um sopro, rouca de tanto chorar, e eu senti um soluço travado na garganta. — Por favor, me fala... você conseguiu? Você teve notícias? A minha mãe... você conseguiu tirar ela de lá? Eu olhava para ele com toda a súplica que existia na minha alma, buscando qu

