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Caterine narrando Eu nunca tinha estado em um lugar como aquele. O bunker ficava escondido atrás de uma parede falsa no subsolo da casa, mas não parecia um porão qualquer; era uma caixa de concreto armado, fria e silenciosa, iluminada apenas por uma luz vermelha de emergência que deixava tudo com um aspecto de filme de terror. O ar ali dentro era pesado, com um cheiro de poeira e metal que parecia entrar nos meus pulmões e me sufocar a cada respiração. No canto da sala, uma fileira de monitores brilhava no escuro, mostrando imagens granuladas de câmeras espalhadas por toda a propriedade. Eu via vultos correndo pela mata, clarões de tiros que pareciam raios cruzando a escuridão e o brilho das sirenes da polícia lá embaixo, na base do morro. Eu estava encolhida em um canto, sentada no chão

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