Caterine - Continuação O barulho lá embaixo foi crescendo, um coro de vozes grossas e gananciosas que gritavam números cada vez mais altos, e cada vez que um daqueles homens levantava um maço de notas ou uma taça de champanhe para oficializar o lance, eu sentia como se estivessem cravando um prego na minha carne. O desespero subiu pela minha garganta como um ácido, sufocando qualquer resquício de racionalidade que eu ainda tentava manter, e antes que eu pudesse pensar nas consequências, o meu corpo agiu por puro instinto de sobrevivência. Eu dei um solavanco violento, tentando me desvencilhar dos dedos de ferro da Olga, e por um segundo eu consegui me soltar, tropeçando nos meus próprios saltos enquanto tentava correr em direção à escada escura, querendo apenas desaparecer, me enfiar em

