Falcão narrando O som do primeiro tiro de fuzil batendo na blindagem do meu portão foi o sinal que eu precisava pra desligar o Nathan e deixar o Falcão assumir o controle total daquela p***a. Eu senti a descarga de adrenalina percorrer a minha espinha como uma corrente elétrica, um choque de realidade que me fez apertar a bandoleira do meu fuzil contra o peito. Eu não estava mais numa sala de estar luxuosa; eu estava no meu campo de batalha, no topo do meu império, e o homem que me deu a vida tinha acabado de assinar a própria sentença de morte ao mandar aquele exército de fardados e mercenários subir o meu morro. — QAP, GERAL! É O FALCÃO NA VOZ! — eu gritei no rádio, a voz saindo rouca, carregada de um ódio que eu vinha guardando desde que pisei naquela boate nojenta. — O cerco fechou,

