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1051 Palavras

Vitório narrando Eu joguei o copo de cristal contra a parede do meu escritório com tanta força que ele se estilhaçou em mil pedaços, exatamente como o meu plano tinha acabado de fazer lá no alto daquele morro maldito. O som do vidro quebrando foi o único alívio que eu tive em horas, mas a queimação de ódio que subia pelo meu peito não passava com uísque, não passava com grito e não passava com as desculpas esfarrapadas que aquele Coronel de merda tinha acabado de me dar pelo telefone. Eu estava parado na frente da minha vidraça, olhando para as luzes do Rio de Janeiro, sentindo o gosto amargo da derrota na boca. Eu, Vitório Montenegro, o homem que financia campanhas, que dita o preço do luxo, que tem a polícia na palma da mão, tinha sido colocado para correr por um moleque que eu mesmo cr

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