Caterine Narrando As meninas se levantaram das espreguiçadeiras e foram em direção a um chuveirão de metal escuro instalado no canto do muro, onde a água saía com força, brilhando sob a luz solar. Elas riam alto, jogando a cabeça para trás, deixando a água lavar o suor e o bronzeador, enquanto passavam máscaras de hidratação nos cabelos com uma naturalidade que me assustava. Era uma cena de comercial de shampoo, mas o cenário era uma prisão de segurança máxima. Eu via a Milena e as outras massageando os fios de cabelo, trocando dicas de beleza e comentando sobre como a pele ficava melhor com aquela luz, agindo como se estivessem em um spa de destino internacional e não em um cativeiro. Ninguém ali tinha o olhar de quem queria pular o muro. Ninguém ali parecia carregar o peso da indignid

