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956 Palavras

Caterine narrando Eu não sei que horas eram. Naquele quarto, o tempo não flui, ele se arrasta. O sono não foi um descanso; foi um campo de batalha onde o rosto do Vitório e a sensação do tapa que dei nele se repetiam em looping, como um disco arranhado. Acordei com o som da chave girando — aquele ruído metálico que agora era o despertador da minha nova realidade. Eu me encolhi sob os lençóis, esperando o pior, mas o que vi foram três meninas. Elas não usavam uniformes de prisioneiras, mas sim biquínis caros e saídas de praia de seda. — Acorda, russa! — uma delas disse, batendo palmas de um jeito animado que me deu náuseas. — Hora do banho de sol. O Doutor deu ordem pra levar a joia nova pro pátio. Eu me levantei devagar, sentindo cada músculo do meu corpo pesado. Elas me escoltaram por

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