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1036 Palavras

Nathan (Falcão) narrando Eu saí do porto com o sangue fervendo e o gosto de ferro na boca. O asfalto da zona portuária parecia estar derretendo sob os pneus da minha Pajero, mas nada queimava mais do que a desconfiança que eu sentia. Se não tinha mulher naquele contêiner, tinha coisa pior: o silêncio do meu pai. Dirigi feito um louco em direção à Vieira Souto, onde o metro quadrado custa o preço de uma vida e onde os prédios parecem fortalezas de vidro pra esconder a sujeira de quem manda no Rio. Eu não queria saber de protocolo, de marcar hora ou de ser o "filho diplomata". Eu entrei naquela garagem, os seguranças nem se meteram — sabem que eu sou o herdeiro e que eu ando pronto pro que der e vier. Subi o elevador privativo sentindo o peso da Glock na cintura. O elevador abriu direto na

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