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1527 Palavras

Nathan (Falcão) narrando Eu não conseguia ficar parado. Minhas pernas pareciam ter vida própria, me levando de um lado pro outro daquela sala imensa, enquanto minha cabeça trabalhava num ritmo que eu não conseguia acompanhar. O silêncio do casarão, só quebrado pelo barulho do vento batendo nas vidraças, era ensurdecedor. Eu olhava pro mármore, pros quadros caros, pra essa p***a de luxo toda que sempre me cercou, e agora tudo parecia ter cheiro de carniça. Como é que eu fui tão cego, mano? Como é que eu deixei o Vitório me fazer de o****o durante todos esses anos? Eu sei que eu nunca fui o filho exemplar, que eu sempre preferi o cheiro de asfalto e a correria do morro do que ficar sentado em mesa de reunião de empresa, mas eu achava que o esquema do meu pai, por mais sujo que fosse, tinha

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