Caterine narrando Eu olhava pela janela do carro e o que eu via parecia um cenário de outro planeta, uma montanha de luzes empilhadas umas sobre as outras, um labirinto de becos e vielas que desafiavam a gravidade. O Nathan subia com o carro por ladeiras tão íngremes que eu achava que íamos cair para trás a qualquer momento, passando por homens armados com fuzis que faziam sinal para ele passar, uma realidade bruta que eu só via em filmes de guerra. Mas quando o carro parou e o portão automático de uma construção imensa se abriu, eu fiquei sem fala. No topo de tudo aquilo, cercado pelo caos e pela vida pulsante da comunidade, o Nathan tinha um casarão de cinema, uma fortaleza de luxo que encarava o oceano de frente. Ele desceu, deu a volta e abriu a minha porta, me tirando daquele couro b

