Leblon, dois dias depois... —Selma, venha aqui. —Já deixei minha mulher no embarque. A Regiane, onde está? —Ela foi pra casa, amanhã virá pra fazer arrumação. —Liga pra ela agora. Diga que está de folga até na quarta. Depois você folga nos dias seguintes. Vamos fazer uma escala . —Sim senhor, por mim tudo bem. Deseja mais alguma coisa? —Sim, comer...- Arnaldo já havia jantado, ele se referia a outra coisa. —Não entendi senhor, quer que faça algum lanche? —Estou no quarto, te esperando! A noite é uma criança, Selma. —Estarei lá assim que tirar o meu uniforme e tomar um banho. —Não se demore. Tenho sede! – Arnaldo desliza sua língua pela boca, enquanto aperta o lábio inferior de tanta malícia na mente, vendo a Selma rebolar até seu quarto. ... Regiane... “ Selma, que houve?”

