Capítulo 9

521 Palavras
- Quer voltar pro barraco da Beatriz? - ele perguntou quando eu bocejei.  - Não. - respondi. - Tô gostando de ficar aqui contigo.  - Achei que tu nem ia ligar. - comentou e eu franzi a sobrancelha. - Antes tava achando que tu só curtia coisa cara e pá, mas vi que era ideia errada.  - Simplicidade não tem preço baby. - falei e ele me lançou um sorriso. - Que bom que viu que era ideia errada.  - Quer ir pra praia? - perguntou do nada.  - Agora? - ele assentiu. - Você não pode sair do morro Freitas.  - Eu posso tudo. - rebateu. - E se a polícia aparecer? - perguntei e ele bufou.  - Você fala que eu te sequestrei. - respondeu e eu fechei a cara.  - Tá louco? - me segurei pra não gritar. - Eu nunca vou falar isso!  - Só se precisar gata. - falou todo calmo. - Vem.  Ele se levantou, pegou minha mão e me levou até o carro. Enquanto me ajeitava no banco, ele ficou me olhando, quando olhei de volta, Índio deu um sorrisinho e balançou a cabeça negativamente.  Meu celular começou a tocar, olhei o visor e lá estava o nome da Bia, mostrei o celular pro Índio, que riu, segurei o riso, atendi e coloquei no viva voz.  - Ligação -  - Fala meu bem. - soltei assim que atendi.  - Ô sua palhaça! - ela esbravejou. - Onde você tá? - Tá comigo. - Índio se meteu. - Cê tá ligada já.  - Eu tô de olho em vocês dois! - rebateu.  - Tá comigo, tá com Deus. - ele soltou e eu ri.  - Se ele falou, tá falado! - falei rindo.  - É pra te esperar acordada? - Bia perguntou e eu olhei pro Índio.  - Hoje não, Dona Beatriz. - ele respondeu e finalizou a chamada.  - Ligação -  - Então quer dizer que o Senhor Freitas vai me levar pra curtir a noite? - provoquei e ele riu. - Se pá. - ele disse parando o carro. Saímos do carro, e fomos nos sentar na areia, conversamos até o sol começar a aparecer, então ficamos em silêncio, só observando.  - Tá pensando em que? - perguntou me olhando.  - Na minha cama quentinha. - respondi e ele riu.  Ele se levantou, me estendeu a mão e me ajudou a levantar, me deu um empurrãozinho no caminho do carro, e nós fomos rindo.  - Qualquer coisa é só acionar. - falou quando desci do carro pra entrar na casa da Bia.  Já estava quase na porta, mas voltei até o carro, segurei o rosto dele, e dei um selinho, Índio arqueou uma sobrancelha pra mim e eu ri.  - Só isso? - perguntou saindo do carro.  - Não sei se você merece. - rebati. Índio me puxou pela cintura, ficou olhando pra minha boca, depois olhou nos meus olhos.  - p***a mas aí cê me fode. - resmungou.  Ele continuou segurando minha cintura com uma mão, e passou a segurar meu rosto com a outra, olhou pra minha boca, então me beijou.
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