- Tá gata pra c*****o hein. - Índio disse com um sorrisinho malicioso quando entrei no carro.
- Posso te dizer o mesmo. - respondi dando um beijinho na bochecha dele. - Onde vamos baby?
- Você decide gata. - e ficou me olhando.
- Por que você só me chama de gata? - ele riu da pergunta e deu de ombros.
- Você é f**a? - neguei com a cabeça. - Então pronto.
- Faz sentido. - dei de ombros também.
- E por que você me chama de baby? - rebateu e eu dei um sorrisinho.
- Melhor que te chamar de Índio. - respondi no mesmo segundo.
- Pode me chamar de Freitas também. - e me olhou desafiador.
- Ou você pode me falar seu nome! - argumentei e ele fez careta.
- Ninguém sabe meu nome. - respondeu e eu bufei.
- Prazer, ninguém. - soltei com um sorrisinho e ele riu.
- Um dia eu te conto, jae? - propôs, revirei os olhos, mas assenti. - Fica mec Loira.
Ficamos em silêncio, até ele parar o carro em frente à um barzinho, que por sinal, eu ainda não conhecia. Desci do carro, e ele me olhou com um sorrisinho, escolheu a mesa, puxou a cadeira pra eu me sentar, e depois se sentou.
- Então quer dizer que você é um príncipe? - provoquei.
- Tô mais pra cavalo. - rebateu e eu ri.
- É um cavalo tão lindo. - resmunguei e ele me lançou um sorrisinho.
- Trás um chopp pra mim e outro pra ela. - pediu pra garçonete, que ficou toda oferecida pra ele.
Fiquei olhando a garçonete ir e vir com nosso pedido, automaticamente cruzei os braços, Índio percebeu, fez uma bolinha com o guardanapo e jogou em mim.
- A senhora quer mais alguma coisa? - ela perguntou me lançando um sorrisinho.
- Ah, quero sim.. - comecei mas o Índio me interrompeu.
- Não, pode vazar já. - disse meio ignorante, ela saiu então ele me olhou. - Ciúmes gata?
- Não baby. - respondi com um sorrisinho sínico. - Só achei falta de respeito da parte dela.
- Falta de respeito? - perguntou intrigado e eu bufei.
- Olha o jeito que ela ficou te olhando, Índio. - comecei e ele riu. - E se você fosse meu namorado e ela ficasse te olhando assim? s*******o! - reclamei.
- Bebe ai gata. - peguei meu copo e dei uma golada. - Vou dar um jeito nela.
- Que? - exclamei.
Ele fez sinal pra garçonete, que veio mais uma vez com um sorrisinho, quando ela parou na nossa frente, ele me olhou, piscou, então voltou a olhar pra ela.
- Cê tá demitida. - falou seco. - Arruma suas trouxa e vaza. - então deu um sorrisinho pra ela. - Pode ir.
Arregalei os olhos pra ele, e olhei pra garçonete, que ficou estática por uns segundos, recuperou a pose e saiu. Dei mais um gole no chopp e olhei pra ele, que piscou pra mim.
- Eu sou problema mas também sou solução. - disse e eu dei um sorrisinho.