Capítulo 6

529 Palavras
Priscila Vi meu irmão falando com uma loira ontem, uma que vive andando com a Beatriz pra cima e pra baixo, e saquei quem estava na mira dele.  A dúvida era, ajudava ele, ou não? Índio nunca me contou nada, muito menos me pediu ajuda, mas poxa! Sou irmã mais nova, e curiosa, além de querer ver ele feliz.  E a tal loira, parecia ser gente boa. O f**a ia ser eu me aproximar dela, por que né, não ia chegar falando "oi, sou irmã do Índio, tudo bom?", a menina ia me achar louca. Ou não. - p***a Priscila, tu tá onde cara? - Gabriel perguntou então voltei a olhar pra ele.  - Nada não. - respondi e ele me encarou.  - Tá me traindo é? - exclamou.  - Que traindo garoto! - rebati séria. - A gente nem tem nada, larga de ser louco. E vai embora antes que meu irmão chegue.  - Ele nem liga! - revirei os olhos e respirei fundo.  - Tá ouvindo? - me fiz de doida. - Ó o Índio chegando em casa! Gabriel se levantou com um pulo, se vestiu de qualquer jeito e saiu pela janela. Ri sozinha. Isso sempre funcionava!  Lua Me enrolei ainda mais na coberta e peguei meu celular. Maldita seja a preguiça! Peguei meu celular e já tinha mensagem da Bia.  - w******p -  Bia meu mel: acorda garota  Eu: acordei  Bia meu mel: cinco dias depois... Bia meu mel: vai vir hoje né? Eu: me diz um dia que eu não vou ai.  Bia meu mel: ah, sei la né!  Bia meu mel: vai que você cansa da gente.  Bia meu mel: tchau vem logo!  - w******p -  Aposto que nesse "da gente" ai, estavam inclusos Índio e BN, já que na maioria das vezes, nós duas esbarrávamos com eles pelo morro.  •••  - Cadê o carro? - Índio perguntou quando desci do táxi e parei em frente a barreira. - Tá no meu bolso. - respondi.  - Alguém acordou de ovo virado. - debochou. - Índio, o sol tá gente, abre logo cara. - cruzei os braços e ele riu.  - Abre pra gata ai. - falou ainda me olhando. - c*****o veio até de mochila hoje!  - Sou de casa baby. - rebati e ele fez careta. - Mas aqui. - falei e ele me olhou. - Cê podia me levar lá em cima.  - Tô com preguiça, cê acredita? - ironizou.  - Eu vou chegar lá toda vermelha. - argumentei e ele arqueou uma sobrancelha.  - Larga de ser r**m, Índio. - BN exclamou dando um empurrãozinho nele.  - Leva ela você então. - rebateu ainda me olhando.  - Vamo então Lua? - BN perguntou e eu neguei. - Ah, mas aí cê me fode né.  - Por que você não me leva? - provoquei o Índio.  - p***a Lua, vamo logo então. - bufou e eu lancei um sorrisinho pro BN.  Esperei o Índio se ajeitar na moto e subi, coloquei minhas mãos nos ombros dele, e o olhei pelo retrovisor. Ele me olhou de volta com cara de deboche, e desceu minhas mãos pra cintura dele, então acelerou.
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