Priscila
Vi meu irmão falando com uma loira ontem, uma que vive andando com a Beatriz pra cima e pra baixo, e saquei quem estava na mira dele.
A dúvida era, ajudava ele, ou não? Índio nunca me contou nada, muito menos me pediu ajuda, mas poxa! Sou irmã mais nova, e curiosa, além de querer ver ele feliz.
E a tal loira, parecia ser gente boa. O f**a ia ser eu me aproximar dela, por que né, não ia chegar falando "oi, sou irmã do Índio, tudo bom?", a menina ia me achar louca. Ou não.
- p***a Priscila, tu tá onde cara? - Gabriel perguntou então voltei a olhar pra ele.
- Nada não. - respondi e ele me encarou.
- Tá me traindo é? - exclamou.
- Que traindo garoto! - rebati séria. - A gente nem tem nada, larga de ser louco. E vai embora antes que meu irmão chegue.
- Ele nem liga! - revirei os olhos e respirei fundo.
- Tá ouvindo? - me fiz de doida. - Ó o Índio chegando em casa!
Gabriel se levantou com um pulo, se vestiu de qualquer jeito e saiu pela janela. Ri sozinha. Isso sempre funcionava!
Lua
Me enrolei ainda mais na coberta e peguei meu celular. Maldita seja a preguiça! Peguei meu celular e já tinha mensagem da Bia.
- w******p -
Bia meu mel: acorda garota
Eu: acordei
Bia meu mel: cinco dias depois...
Bia meu mel: vai vir hoje né?
Eu: me diz um dia que eu não vou ai.
Bia meu mel: ah, sei la né!
Bia meu mel: vai que você cansa da gente.
Bia meu mel: tchau vem logo!
- w******p -
Aposto que nesse "da gente" ai, estavam inclusos Índio e BN, já que na maioria das vezes, nós duas esbarrávamos com eles pelo morro.
•••
- Cadê o carro? - Índio perguntou quando desci do táxi e parei em frente a barreira.
- Tá no meu bolso. - respondi.
- Alguém acordou de ovo virado. - debochou.
- Índio, o sol tá gente, abre logo cara. - cruzei os braços e ele riu.
- Abre pra gata ai. - falou ainda me olhando. - c*****o veio até de mochila hoje!
- Sou de casa baby. - rebati e ele fez careta. - Mas aqui. - falei e ele me olhou. - Cê podia me levar lá em cima.
- Tô com preguiça, cê acredita? - ironizou.
- Eu vou chegar lá toda vermelha. - argumentei e ele arqueou uma sobrancelha.
- Larga de ser r**m, Índio. - BN exclamou dando um empurrãozinho nele.
- Leva ela você então. - rebateu ainda me olhando.
- Vamo então Lua? - BN perguntou e eu neguei. - Ah, mas aí cê me fode né.
- Por que você não me leva? - provoquei o Índio.
- p***a Lua, vamo logo então. - bufou e eu lancei um sorrisinho pro BN.
Esperei o Índio se ajeitar na moto e subi, coloquei minhas mãos nos ombros dele, e o olhei pelo retrovisor. Ele me olhou de volta com cara de deboche, e desceu minhas mãos pra cintura dele, então acelerou.