1 semana depois.
Consegui comprar o apartamento! Me mudei poucos dias depois, Bia me ajudou em cada mínimo detalhe.
E minha mãe desencanou, parou de ligar, não mandava mensagens toda hora, e até foi viajar. Só não disse pra onde, mas era melhor assim.
Coloquei minha calça jeans, um cropped de alcinha preto, e uma havaiana branca, passei meu perfume, enfiei dinheiro no bolso da calça jeans, peguei meu celular e sai.
Hoje era dia de jogo, e como de costume, Bia me chamou, e obviamente, eu ia. Desci as escadas, por pura preguiça de esperar o elevador, e em pouco tempo, já estava no carro. Liguei o ar, e acelerei.
Quando cheguei na barreira, abri o vidro, e um vapor me encarou. Demorou pra me reconhecer, mas enfim, me deixou entrar. Fui até a casa da Bia, e estacionei lá, mesmo sabendo que ela já tinha saído. E fui pro campinho.
- Finalmente! - Bia exclamou quando me viu.
- Nem demorei tanto. - me sentei ao seu lado, enchi um copo e dei um gole na cerveja.
- Advinha quem vai jogar hoje. - disse me olhando maliciosa.
- Vários homens sarados e gostosos? - perguntei dando um sorrisinho.
- Não, por que gostoso só eu. - BN disse parando na nossa frente junto com o Índio.
- Você se acha né? - Bia disse rindo.
- Cê me chama de gostoso direto. - BN se gabou.
Fiquei olhando pro Índio, que percebeu meu olhar e se sentou ao meu lado, pegou meu copo e deu um gole.
- Vamo apostar? - perguntou do nada.
- Apostar o que? - olhei pra ele intrigada.
- Vou entrar agora e fazer um gol. - começou e eu assenti. - Ai você me dá um beijo.
- Ela aceita! - Bia exclamou e dei um tapinha nela.
- Vou pensar. - respondi e ele deu mais um gole no meu copo.
- É sim ou não Loira. - advertiu e eu revirei os olhos.
- Duvido que você consiga. - soltei.
- Se eu conseguir, ganho um beijo? - eu assenti. Índio me devolveu o copo, levantou e entrou no campo junto com o BN.
- Beatriz, cala boca e para de me olhar assim. - falei segurando o riso.
- Safadinha! - ela murmurou.
Os meninos passaram a bola pro Índio, que me olhou todo convencido e chutou a bola com força. E por azar - dele claro -, o goleiro segurou a bola, e eu comecei a rir.
- Madeira, tu tá morto v***o! - ele exclamou e o BN se jogou no chão rindo.
- Não foi dessa vez. - cantarolei pra Bia, que fechou a cara e empurrou meu rosto de leve com a mão enquanto eu ria.
- Você quer Lua! - ela disse e eu dei de ombros. Talvez.