Capítulo – Corset preto " A melhor roupas que veste é tua pele, que também é o papel que mais uso quando a ponta da minha língua deseja escrever poesias." Cadu Apesar do trânsito da cidade de São Paulo ser caótico, chegamos à cobertura antes do almoço. Deixo o carro na garagem e subimos pelo elevador privativo. Como se ambos soubéssemos que qualquer palavra poderia quebrar o feitiço que se formara desde o momento em que saímos do carro, apenas nos olhamos. O elevador se abre diretamente na sala ampla, iluminada pelas luz natural que entram pelas paredes de vidro. Lá embaixo, o mundo continua correndo, barulhento e indiferente. Aqui em cima, só existimos nós dois. Jaylene entra primeiro, os passos hesitantes, as mãos entrelaçadas à frente do corpo. Fecho a porta atrás de nós e, por al

