ANANDA Depois da noite na praia, eu jurava que as coisas iam mudar entre nós. Que a intensidade que senti nos olhos dele, o jeito que ele me beijou, as palavras que deixou escapar, eram sinais claros de que algo estava nascendo ali. Mas não foi o que aconteceu. Nos dias seguintes, Khalil parecia me evitar. Quando eu aparecia, ele se fechava. Quando eu tentava me aproximar, ele cortava rápido, seco, como se estivesse levantando um muro invisível entre nós. Aquilo me corroía. Cada gesto frio, cada silêncio pesado. Eu não entendia. Não depois de tudo que tinha acontecido naquela noite que parecia ter nos virado do avesso. Até que um fim de tarde, já cansada daquela confusão, criei coragem e fui atrás dele. O encontrei encostado no capô de um carro, cercado por alguns dos caras, mas o ol

