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Em Busca de um Amor

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intro-logo
Sinopse

O maior amor do mundo tem tons de companheirismo, de sonhos compartilhados e paixão avassaladora. Mas as cores que pintam a realidade de Manuela Waldorf traduzem sonhos  solitários, pois seu marido Luís Fernando sequer desenha caminhar na mesma direção. 

Um amor do passado poderia trazer a cor que ela busca? É o que o retorno de Pedro à sua vida promete, quando de ex-namorado, se torna cliente. 

Um triângulo amoroso que aponta para muitas direções e a faz questionar-se qual é aquela que verdadeiramente a tornará completa. Manuela está prestes a descobrir que é necessário, antes de tudo, transbordar a si mesma para que possa compreender seu caminho em busca de um amor.

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O preço que pago por ser bonita
Chamo-me Manuela Waldorf, para os mais chegados Manu. Se algum dia ouvir alguém falar de uma loira natural, cabelos compridos, olhos azuis e de traços perfeitos, esta sou eu. Não sei lidar com a minha beleza; a pressão que a sociedade coloca em uma mulher bonita é desumana. Já perdi grandes amigas, umas porque o seu paquera desistiu da conquista ao me conhecer, outras pelo medo de seu namorado se apaixonar por mim. Comecei a ser amiga dos meninos, já que as meninas correm de mim. Entretanto, infelizmente não deu muito certo, percebi que eles só queriam me colocar como troféu na mão de quem me conquistasse primeiro. Foi o Luís Fernando que conseguiu me erguer, e ergue tão alto que tenho medo de cair. Até quando serei taxada pelo meu corpo? Será que ninguém percebe o quanto sou inteligente? Nem o meu namorado me enxerga de verdade, para ele, sou apenas a linda namorada que ele faz questão de exibir para o mundo, como uma medalha de ouro no peito do atleta. Namoramos há dois anos, o conheci aqui na faculdade, mas no início éramos apenas amigos. Eu estava no segundo período, o Luís no último e perto de sua formatura me convidou para ir a uma festa em sua casa… Dois anos atrás… — Manuzinha, por favor vamos comigo? — Luís Fernando insiste pela milésima vez — será um jantar chato e seria ótimo uma amiga para me distrair. — Ok! Vou, mas você será culpado se eu tirar uma nota r**m na prova! — aceito a contragosto. — Você sempre se sai bem nas provas, nem precisa estudar. Você veio para confundir quem pensa que toda loira é burra. — ele gargalha. — Não uso água-oxigenada, por isso não afetou o cérebro! — caímos na gargalhada — Olha o sinal fechado, para de rir e dirigi essa geringonça, pois quero chegar viva em casa. — Para de drama que já está perto. Para a sua informação, sou um excelente motorista! — o homem infla o peito. — Bom, se não passar no exame da OAB, pode virar motorista particular! — debocho. — Nem brinca! — ele faz sinal da cruz em volta de si — mas, se a patroa for você, dirijo satisfeito. — ele para o carro em frente minha casa. — Comigo, será trabalho sem remuneração! — abro a porta do carro sem jeito. — Te pego às vinte horas! — ele diz saindo com o carro. Entrei no prédio e subi no elevador pensando em uma desculpa plausível para fugir dessa festa. Em casa falei com meus pais que estão na sala, meu pai (Manoel) na poltrona tentando ler seu livro, enquanto minha mãe (Laura), como de costume, corre em sua esteira que está posicionada estrategicamente em frente a tv. Sempre que sentamos na sala para assistir a um filme, minha mãe assiste caminhando, ou como agora atrapalha a leitura de seu pobre marido que já se acostumou com a obsessão de sua mulher pela aparência física. Se engorda 10 gramas já fica neurótica. — Mãezinha, sai dessa esteira você seria uma gordinha, linda! — minha irmã diz se jogando ao meu lado no sofá. — Você para, nem ouse citar essa palavra aqui dentro! — minha mãe reclama. — Qual? Gorda! — digo e minha mãe respira fundo para não surtar. — Vou continuar correndo que ganho mais, na verdade, perco! — minha mãe aumenta a velocidade da esteira. — Não senhora! — meu pai puxa a chave de segurança — Vamos para o quarto que tenho um exercício novo para te mostrar! — Ah, não! Tenho que correr mais dez minutos! — minha mãe reclama, contudo, não resiste aos beijos de seu Manoel. — Eca! — a minha irmã caçula e eu falamos ao mesmo tempo enquanto o casal apaixonado se retira. — Manu tenho que te contar uma coisa. — Camila se dirigi a mim. — Desembucha, Mila! — ligo a TV. — O Roberto me pediu em casamento! — ela diz como se fosse algo comum. — Você está louca? Você só tem dezoito anos! — me altero — Não me diga que você está grávida? — Fala baixo! É claro que não, Manu! — me olha incrédula — Namoramos há dois anos, não conseguimos mais ficar longe um do outro, e o Beto me fez o pedido. — E você aceitou? — pergunto estática. — Óbvio que sim! — ela sorri — Ele fará o pedido oficial assim que comprar as alianças — ela esconde o rosto nas mãos — estou tão feliz, Manu. Entrei no automático, enquanto minha irmã me conta o quanto está feliz. Na verdade, a Camila está vivendo o que sonhei sempre. Não quero ter inveja da minha irmãzinha, longe de mim tal sentimento. Queria estar no lugar dela, mas nem namorado tenho, na realidade só tive um namoro bobo de escola com o Pedro. No ensino médio, meus pais quase surtaram ao saber que a filha de dezessete anos, queria namorar em casa. Fizeram de tudo para atrapalhar a minha relação, era marcação cerrada em cima de nós e não me deixavam ir para canto nenhum com ele. Uma vez aproveitei que meus pais não estavam e chamei o Pedro para vir em minha casa. Ficamos namorando no meu quarto, e digamos que os hormônios estavam aflorados, o que nos deixou excitados. Teria perdido a virgindade se não fosse o fato dos meus pais terem chegado bem na hora. Para completar, minha mãe enfiou a mão no pênis do meu namorado. — Seu safado a sua sorte é que não está duro, senão iria cortá-lo fora! — minha mãe grita, acabando com o pouco de dignidade que ainda me restava. — Estava antes do susto. — murmuro. — O que você disse, Manuela? — minha mãe grita. — Nada mãe! — conduzo meu namorado até a saída antes de mais um surto de dona Laura. Depois disso o Pedro foi se afastando, até surgir uma festa com o pessoal da escola. Minha mãe como sempre não me deixou ir. Já meu namorado, foi escondido e depois fiquei sabendo que beijou uma menina. Ele morreu dizendo ser mentira, mas não acreditei e assim chegou ao fim meu primeiro e único relacionamento até o momento. — Manuela, acorda! Você está me ouvindo! — Mila pergunta me tirando dos meus devaneios. — Desculpa Mila, é que o Luís Fernando me chamou para sair e estou pensando em que roupa vestir. — disfarço. — Amém! Vamos, vou te ajudar! — ela me puxa do sofá — Agora você desencalha, esse é o tal advogado, amigo? — Lá vem você com essa história de encalhada! — reviro os olhos. Essa palavra tem me assolado, como se já não bastasse ser uma virgem de vinte anos, agora a minha irmã caçula irá se casar e ficarei literalmente para titia! O engraçado é que para a minha irmã tudo foi mais fácil. Começou a namorar aos dezesseis anos e meus pais acharam bonitinho. Eles amam o Roberto, não posso negar que ele é super gente boa, mas cadê aquela proteção toda que eles tiveram comigo? O Beto tem passe livre aqui em casa, minha mãe o permite dormir com a Mila desde que perdeu a virgindade com dezessete anos. A dona Laura ainda compra anticoncepcional e camisinha para a minha irmã. Gostaria de ter tido esse apoio dos meus pais quando namorava o Pedro, talvez ainda estivesse com ele, afinal, o amava. Era um amor adolescente? Sim. Poderia dar certo? Nunca saberei… Agora minha mãe fica reclamando que tenho que arrumar um namorado, que estou perdendo as coisas boas da vida e por aí vai. Cheguei a inventar que perdi a virgindade com um carinha da faculdade, dessa forma a dona Laura me esquece e para de me aborrecer. Coloquei um vestido tubinho azul royal e combinei com um scarpin preto. Mila me penteou e adorei a trança de lado que combinou perfeitamente. Senti um frio na barriga com a mensagem que o Luís Fernando me enviou dizendo que já está no portão. — Mãe vou sair com um amigo, ele está lá embaixo me aguardando. — aviso dona Laura que está na cozinha comendo uma maçã. — Manda ele subir, quero conhecer seu amigo, analisar se é bom partido, se serve para ser meu genro. — Estamos com pressa e, além disso, ele é só um amigo. — Bebi um copo de água e chamei o elevador em seguida. — Mãe, é um gato! — Mila grita ao vê-lo pela janela — E ainda é advogado! — Vou descer para dizer, oi. — Minha mãe corre para alcançar o elevador antes que a porta se feche. — Mãe, não me envergonhe, por favor? — suplico. — Ih! Calma filha! Só digo oi e subo. Chegamos na portaria do prédio e o Luigui está encostado no carro estacionado na calçada. — Filha que gato e que carrão, não deixa escapar! — minha mãe sussurra — Ola, querido! Prazer, sou Laura, mãe da Manuela. — O prazer é todo meu — ele segura a mão de minha mãe estendida e beija como um verdadeiro cavalheiro — Agora percebo de onde vem a beleza da Manu — agora se dirige a mim — você está linda. — Obrigada! — fico levemente corada — Então vamos? Tchau, mamãe! — Tchau, querida! Se for dormir fora de casa avisa! — ela acenou sorrindo perdendo mais uma oportunidade de ficar quieta.

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