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2418 Palavras
CAPÍTULO 30 FABIENE NARRANDO Maiara estava já no convento junto com as freiras, Grecco e ninguém podia imaginar sobre a sua gravidez e nem mesmo quem era o pai. Grecco entra na minha casa e eu estava de camisola esperando por ele, eu desligo o celular que estava trocando mensagem com Maiara, ele tinha uma garrafa de bebida na mão, o cheiro de bebida toma conta de casa, Grecco não tinha jeito, seu ponto fraco era a porcaria da bebida e eu tinha pavor quando ele chegava assim, mas ele me dava grana e eu precisava dela. — Demorou para chegar – eu falo para ele. — Estava no morro do Sampaio – ele fala – resolvendo umas coisas. — Pegou a garota? – ele me olha — Não espalha isso para ninguém – ele fala – se você sabe é porque confio em você. — Você realmente acha que nessa altura do campeonato, eu iria te trair Grecco? – eu pergunto para ele. — Não sei, todo mundo parece que quer virar a casaca por aqui. Tem falado com Maiara? – ele fala se sentando no sofá. — Não, só falei antes dela ir embora. — E onde você estava? – ele pergunta — Está me seguindo Grecco? — Onde você estava? – ele pergunta — Estava fazendo meus corre – eu falo me aproximando dele e sentando em seu colo, com uma perna em cada lado – agora vai dar um de ciumento. — Não tenho ciúmes de você – ele fala – nem de você – ele acende um baseado – e de nenhuma outra mulher que eu pego. — Para de ser cafajeste, essa frase nem combina com você – ele começa a rir e eu tiro o baseado da sua boca e a gente se beija – estava com saudade de você. — Estava ocupado de mais – ele fala passando a mão pelos meus cabelos pegando eles forte. A gente começa a se beijar, ele segurava forte em meus cabelos enquanto a gente se beijava intensamente, ele rasga a minha camisola com força. — Você me deve uma camisola. — Eu te pago duas – ele fala – ai vão ser mais duas para eu rasgar. Ele me vira e vem por cima de mim no sofá, eu abro o seu calção e ele começa a beijar o meu pescoço. Eu estava sem calcinha e logo seu p*u encosta em minha i********e, ele começa a me penetrar enquanto a gente se beijava, ele estoca com força dentro de mim, em movimentos fortes de vai e vem, enquanto eu arranhava as suas costas e ele beijava o meu pescoço. Capítulo 31 Karina narrando Eu tinha pego no sono e acordei com a luz entrando pelas cortinas, abro os meus olhos lentamente e sinto uma dor forte de cabeça, na mesma hora pego o colar que Maria Izabel me deu. Eu abro um sorriso lembrando das lembranças boas que vivi com ela, eu me levanto e saio do quarto, descendo as escadas lentamente e a casa estava vazia, eu vou até a cozinha e vejo que a mesa do café estava arrumada. Mesmo meio tímida e receosa em sentar para comr algo, eu acabo sentando porque estava morrendo de fome, eu nuna sequer arrumei o meu café, sempre foi Samanta que fez tudo. Eu estava comendo um pão e tomando um café, quando olho para frente e vejo Grecco eu chego a me engasgar com o café e ele me encara. — Bom dia – ele fala me encarando – você está bem? – ele pergunta estreitando os olhos. — Estou – eu respondo – bom dia. — Dormiu bem? – ele pergunta se aproximando e sentando. — Sim. — Que bom – ele fala sentado agora na minha frente. Eu continuo comendo e vejo que ele estava me olhando, seu olhar era atento a todos os meus movimentos. — Você tem noticias de Samanta? – eu pergunto para ele e ele me encara. — Você se preocupa com ela – ele fala — Eu tenho medo do que o meu pai possa fazer com ela. — O que ovÊ acha que ele pode fazer? — Machucar ela, como ele fazia com a Mari izabel – eu respondo e ele me encara. — Ele a machucava? – Grecco pergunta — Ela tentava esconder de mim, mas eu escutava, eu via as marcas nela – eu falo – era horríveis. Grecco me encara em silêncio e eu praticamente perco a fome. — Seu pai é um monstro – ele fala — Eu concordo com você – eu respondo e ele me encara — Eu preciso ir – ele fala se levantando – você pode andar pelo morro, mas lembre que sempre vai ter gente de olho em você. — Você não mora aqui? – eu pergunto para ele. — Não – ele fala – mas estou aqui todos os dias,de olho em você. Ele sai da cozinha e sinto a porta da frente bater, eu arrumo a cozinha e guardo as coisas na geladeira e depois olho pela janela o morro. E penso, será que eu deveria sair ou não? Capítulo 32 Alana narrando Em meio ao caos, eu decido entrar em contato com Joca e contar a ele toda a verdade. — Você vai voltar para o morro? – Sabrina pergunta me encarando – eu não faço isso. — Eu não vou esconcder de Joca a minha gravidez – eu falo para ele. — Eu não volto! – ela fala — Você fica, eu não conto nada a HT, eu prometo – eu falo e ela me encara. — Você vai voltar lá e eles vão te m***r, você ouviu o que Ester falou – ela fala me encarando. — Eu estou grávida do Joca – eu falo para ela -e le não vai me deixar e me m***r e por fim, não acho justo que ele não fique sabendo da gravidez — Isso é loucura – ela fala nervosa – você quer morrer? — Ele não vai me m***r, eu não vou para lá para estragar o casamento de Ester e Sampaio – eu falo para ela. Sabrina me encar a esei que ela estava com medo que HT descobrisse da gravidez, ela não queria essa criança de forma nenhuma, ela não queria e ela já tinha deixado bem claro isso. — Eu penso que é loucura – ela fala me encarando – voltar para aquele morro que te fez tão m*l. — m*l vai me fazer, recomeçar a minha vida aqui – ela me olha – sozinha , fazendo com que lá na frnete minha filha ou meu filho sofra , que o pai da criança sofra, porque eu não fui forte suficiente para contar a verdade. — Isso é loucura – ela fala me encarando – você sabe que é forte Alana, p***a – ela fica nervosa – você vai me deixar sozinha. — Você pode voltar e contar a HT – eu falo — Jamais, essa criança não será criada por nenhum de nós dois. — E você vai se sentir feliz assim? — Vou – ela fala — Então, me deixe – eu respondo a ela – porque eu vou me sentir feliz voltando para o morro — Faça como quiser – ela fala me encaranod – mas esqueça que eu existo. — Meu voo é amanhã cedo. — Não estarei aqui. Sabrina sai ; Eu já imaginava a sua reação, eu vou para o quarto e começo arrumar as minhas malas, não tinha mais como esconder isso, não tinha mais como evitar voltar para o morro. Eu fiz Sampaio sofrer de mais com a minha própria tortura psifocologica ,não queria que Joca sofresse lá na frente também. Eu estava grávida dele, ele iria saber e eu iria retornar ao morro. Capítulo 33 ESTER NARRANDO Mirella minha prima que era mais nova e era filha do filho da p**a dos meus tios, estava aqui comigo, até porque depois da morte dos pais, ela ficou sem ninguém, ela sofreu muito nas mãos dele. — Você poderia ir conversar com Karina – eu falo para ela. — E ela vai falar comigo? — Vai – eu falo – ela está se sentindo sozinha. — Vou falar com ela – Mirella fala – eu a vi algumas vezes, mas nunca conversamos. — Vai ser bom. Mirella sai do meu escritório, ela estava morando na casa de Kayanne que era ao lado. Eu estava sentindo muito enjoo com essa gravidez, quase não parava nada no meu estomago, Sampaio entra no meu escritório e me encara. — Vai se atrasar para o ultrassom – ele fala — Estou pronta – eu me levanto. Hoje era o dia que a gente descobriria o s**o dos nossos bebês, algo que a gente estava tão ansiosos. Eu odiava esse lugar e no final acabei me tornando a fiel do dono do morro e ainda preste a dar dois herdeiros a ele, comandando o morro junto dele, a vida ela não gira ela simplesmente capota de uma forma inexplicável. A gente chega no consultório médico e logo fomos atendidos pela médica, que me examina e me encaminha para o ultrassom, as mãos de Sampaio estão geladas, porque sonhamos com os nossos bebês todos os dias, pensando em cada detalhes dele. Eu jamais imaginei que duas crianças dentro de mim, me deixando enjoada, me fazendo ficar enorme de gorda, comer que nem um javali, ia me fazer transbordar de amor por elas. — Vocês querem saber o s**o? – a médica pergunta — Sim – eu respondo — É menino? – Sampaio pergunta — Ansisos né? – ela pergunta – mas fiquem tranquilos, não terá brigas entre vocês. — Porque? – eu pergunto — É um casal – ela fala – uma menina e um menino. Eu abro um sorriso e Sampaio também, ele beija a minha mão e eu sorrio para ele. Nesse momento meu coração transborda, eu não sei nem descrever o que estava sentindo, apenas uma alegria imensa d éter ficado no morro. Sampaio beija minha testa. — Eu amo você – ele fala sorrindo — Eu também te amo – eu falo sorrindo para ele e a gente se beija. Capítulo 34 Karina narrando Dois dias depois... Faz três dias que eu estou aqui e as únicas pessoas que eu converso é com Ester, Kayanne e com Mirella que eu já a conhecia, mas nunca fomos amigas e próximas, até porque meu pai não deixava eu ser próxima de ninguém. Eu estava tomando um sorvete com ela perto da quadra, eu ainda estava bem assustada e em pânico, Ester tinha me prometido conseguir noticias de Samanta mas até agora nada. — Eu precisava descobrir uma pessoa aqui dentro do morro ou da Rocinha – eu falo para ela. — Quem? — Uma pessoa que pode me tirar daqui de dentro. — E como ela se chama? — É é uma pessoa – eu falo para ela e ela me encara — Precisa perguntar — Se eu perguntar, é capaz deles desconfiarem, não dá. — Então a única forma é indo até o baile – ela fala — Baile? – eu pergunto — É – ela fala – baile funk. — Não – eu falo – fora de cogitação. — Lá, é onde se encontra todos os traficantes – ela fala – e se essa pessoa for grande, vai estar nesse baile. — Isso é loucura , eu nunca fui em um baile na minha vida. O que vou fazer lá dentro? — Você não está mais presa nas mãos do seu pai Karina – ela fala me encarando – nem mesmo com Samanta comandando a sua vida, está na hora de você comandar ela, olha a chance que a vida te deu. — De estar dentro de um morro? — De se libertar daquela vida de faixada – ela fala – você não tinha direito nem mesmo de escolher as roupas que vestia, o que iria comer, com quem iria conversar, nada. Sua vida era comandada pelos outros. — Aqui não é nada ao contrário, estou presa nesse morro. — Mas lá você era presa em uma casa, em um quarto, obrigada a estudar inglês, musica, bons modos e muito mais – ela fala me encarando – aqui pelo menos podemos respirar ar livre, tomar sorvete, conversar com as pessoas, dar risada sem ninguém nos questionando, o porque estamos rindo. Eu encaro ela e vejo que realmente o que Mirella estava falando era verdade, minha cabeça está tão confusa em relação a tudo, a única coisa que eu sei, é que encontrando o Fernando, eu encontraria uma pessoa que Maria Izabel confiava, e talvez Mirella esteja certa, nesse baile eu poderia o encontrar. (..) Entramos em algumas lojas para ver roupas, Mirella me mostrava vários estilos de roupas que jamais imaginei usar na minha vida, meu estilo sempre foi princesinha, dama, jamais nada curto, shorts ou algo do tipo, a minha casa tinha diversas regras, que eu não imaginava que era tão abusivas como estou me dando conta que era. Eu sei que Samanta somente seguia ordem e sei o quanto meu pai era c***l com ela também, por isso pensava muito nela. Levamos algumas roupas para experimentar e quando chego na casa de Ester, vejo ela arrumando umas coisas. — Advinha Karina – ela fala – são um casal. — Os nenês? – eu pergunto — Sim – ela fala — Parabéns – eu falo para ela. — Estou tão feliz – ela fala e olha as sacolas – olha, foi as compras? — Peguei algumas cosias para experimentar, Mirella me convenceu. — Que legal, fico feliz que estão sendo amigas. — Ela me convidou para ir ao baile. — Ao baile? – ela me pergunta — Sim, você acha que não devo ir? — Pode ir – ela fala – fica no camarote, perto de mim. Não desce para o povão lá embaixo, você não é acostumada. — Ok – eu falo para ela. Ela parecia estar bem feliz, eu subo para o quarto e começo a experimentar aquelas roupas e fico com o que Mirella me disse na cabeça. — ‘’ De se libertar daquela vida de faixada – ela fala – você não tinha direito nem mesmo de escolher as roupas que vestia, o que iria comer, com quem iria conversar, nada. Sua vida era comandada pelos outros. ‘’
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