Capítulo 42
Ester narrando
Eu olho para Alana arrumando o salão dela, eu passo a mão pela minha barriga e ela me encara de longe, sua barriga também estava aparecendo já.
Alguma coisa no seu retorno estava me intrigando, principalmente por Sabrina não ter voltado com ela. Alguma coisa tinha e eu estava com medo disso.
— O que está pegando? – Sampaio pergunta se aproximando e eu o encaro
— Nada não – eu falo para ele.
— Te conheço Ester e sei que tem algo pegando aqui – ele fala.
— Estou com medo desse retorno da Alana – ele me encara
— Porque? – ele pergunta
— Alguma coisa me diz que ela não voltou somente por causa dessa gravidez – eu falo para ele – tem mais coisas ai no meio.
— Eu não acho – ele fala
— Vai defender ela Sampaio? – eu pergunto para ela.
— Mas não tem nada que prove que ela é inimiga – ele fala
— Ela foi expulsa do morro e voltou.
— Mas ela está grávida – ele fala – voltou para contar ao Joca.
— E ele como um i****a , bobo por essa gravidez e responsável em assumir o filho, vai acreditar em qualquer história – eu falo para ele – ele falava tanto de você, que agora está caindo que nem um trouxa.
— O que você quer dizer com isso? – ele pergunta
— Jean está a solta – eu falo para ele – com sangue nos olhos querendo tirar a garota daqui. Não esquece Patricia foi morta por você, porque descobriu que ela era inimiga. Vingança pode existir, ainda mais quando Alana é cabeça fraca.
— Deixa que eu resolvo isso – ele fala
— Quer se encontrar com ela agora? – eu pergunto para ele – está com pena dela porque?
— Acho que você está encucada de mais – ele fala – está querendo arrumar confusão onde não tem.
— Você ainda tem desacredita da minha capacidade – ele me olha – estou grávida, mas não significa que eu fiquei burra.
— Não é isso Ester – ele fala – só acho que você quer arrumar confusão onde não tem.
— Existe confusão – eu falo para ele – eu sei disso, ela não está aqui por amor a Joca e nem mesmo a essa criança.
— Ester – ele fala
— Me deixa – eu falo para ele.
Eu saio andando com um ódio de Sampaio, homem era bicho burro mesmo.
Eu passo na frente do salão e a encaro e ela me encara, eu iria descobrir porque estava aqui de verdade Alana.
Capítulo 43
Fabiene narrando
Grecco estava direto aqui no morro do alemão e eu estava vendo que ele tinha um olhar a mais por essa garota, desde aquele dia que ele ficou todo estranho por ela ter nos visto junto, eu senti que tinha algo de diferente nele.
Ele não tinha me procurado nos últimos dias e no morro quase eu não o via, então resolvo ir até o morro do Alemão, arrumar um emprego, vou até o salão que tinha sido reaberto ali e a dona estava sozinha.
— Alana, você lembra de mim? – eu pergunto para ela.
— Acho que sim, mas não lembro nome.Vivia com Grecco.
— Isso, Fabiene – eu falo
— Morro da Rocinha.
— Isso mesmo – eu falo sorrindo – fiqueoi sabendo que reabriu o salão e queria muito saber se está precisando de alguém para trabalhar aqui.
— Estou precisando de uma auxliar, não posso pagar muito. Mas você saiu do morro da Rocinha para vir trabalhar aqui?
— Grecco vive aqui – ela me encara
— Entendi – ela fala sorrindo – já tem casa?
— Já – eu respondo
— Então sw quiser, estou precisando de alguém para trabalhar.
Eu acerto todos os detalhes com Alana e depois vou até o barraco que tinha alugado, mando mensagem para Grecco mas nada dele me responder, vou comprar umas coisas que eu precisava no morro e vejo Karina de longe , sentada em uma sorveteria comendo um sorvete e eu me aproximo dela.
Ela me encara e eu a encaro.
— Karina? – ela pergunta
— Sim – ela fala
— Posso sentar? – ela me olha – Meu nome é Fabiene, sou amiga do Grecco.
— E o que você quer comigo?
— Eu vejo que você está meio assustada aqui – ela fala – queria te fazer companhia.
— Obrigada, mas estou bem aqui sozinha – ela fala me olhando e eu a encaro.
— Deve ser h******l estar nessa situação – ela me encara – sequestrada, aqui presa, sem saber o que fazer.
— Eu estou bem por aqui agora – ela fala me encarando – tomando meu sorvete. Já estive pior.
Eu olho para ela vendo que essa adolescente era bem ousada.
— Voicê viu Grecco por ai?- eu pergunto para ela.
— Não – Karina fala – eu não vi ele hoje.
— Vou procurar ele, quero que ele conheça minha casa nova aqui no morro – eu falo sorrindo e ela estreita os olhos.
— Boa sorte no procurar ele – ela fala e volta a tomar o seu sorvete.
Garota sonsa.
Eu me levanto e volto andando até o barraco que eu tinha alugado, pego meu celular e vejo que Grecco não tinha me respondido.
Capítulo 44
Karina narrando
Eu estou andando pelos becos do morro e observando cada detalhe dele, estava me sentindo perdida, completamente sem rumo.
Encontro Grecco em um dos becos com uma arma na mão.
— Não deveria estar aqui – ele fala – essa área é proibida para moradores.
— Eu não sabia – eu respondo para ele.
— É melhor sair daqui – ele flaa me pegando pelo braço meio nervoso.
— Você está me machucando.
— Você não deveria estar aqui – ele fala
Eu escuto gritos e olho para ele.
— Quem está gritando? – eu pergunto
— Vem vamos sair daqui – ele fala me levando embora.
— Calma, quem está gritando? – eu pergunto
— Não é nunguém – ele me tira dali me arrastando.
— Parece que eu conhecia aqueles gritos – eu falo para ele.
— São gritos abafados, não tem como conhecer.
— Estão mantendo alguém presa lá? – ele para em um beco e fica na minha frente.
— Não deveria ter ido até lá – ele fala me encarando – aquela área é proibida para os moradores, você entendeu?
— Eu não sabia que era proibida, eu já disse isso – eu respondo
— Então é melhor você não voltar ali – ele fala grosso.
— Não irei voltar – eu falo para ele assustado
— Ótimo – ele fala – vai para casa da Ester e do Sampaio, e não arrume confusão.
— Eu não estpou arrumando confusão, estou me sentindo sufocada aqui dentro, estava dando uma caminhada – ele me encara – de quem era os gritos?
— Não era grito de ninguém – ele fala – era os vapores comemorando a chegada do novo carregamento.
— Sua amiga veio falar comigo.
— Minha amiga? – ele pergunta
— Estava te procurando – ele me olha
— Que amiga? – ele questiona
— Fabiene – eu respondo
— Ela está no morro?
— Diksse que se mudou – eu falo
— Ela falou isso? – ele pergunta
— Falou.
— E o que mais ela te falou? – ele pergunta
— Que queria te encontrar para te convidar para ir na casa nova dela – eu falo para ele ele em enecara – e se eu te encontrasse era para te dar o recado.
— Entendi – ele fala
— Posso ir? – eu pergunto e ele larga o meu braço.
— Pode e não volte mais aqui. – ele fala.
Eu saio andando e eu tinha certeza que não era gritos de vapores, eles deveriam ter alguém sobre a posse deles ali.
Capítulo 45
JEAN narrando
Eu recebo uma mensagem em meu telefone, com fotos de Karina no morro, mas não era o morro da Rocinha onde Maria Izabel cresceu e viveu aquele romance fajuto com aquele filho da p**a do gerente da boca e sim o morro do Alemão, de Sampaio , onde matei Maria Izabel.
Ainda bem que eu tinha uma pessoa de toda minha confiança lá dentro do morro e que assim conseguiria todas as respostas que eu queria.
— Jean olha o que encontramos – meu segurança fala
— As câmeras?
— Algumas imagens – ele fala me entregabdo um envelope – saõ fotos das imagens das câmeras.
Eu pego as imagens e vejo que realmente era Grecco que estava aqui, mas umas imagens me deixa ainda mais com raiva, quando vejo Grecco e Samanta se beijando no quintal da casa, escondidos, juntos.
— O que vamos fazer? – ele pergunta
— Traga Samanta no meu escritório – eu falo.
Eu fico no meu escritório, sirvo um copo de bebida e tomo ele lentamente, pensando no que eu faria daqui para frente.
Samanta entra e ela estava se recuperando dos machucados, ela me encara.
— Você já foi mais bonita Samanta – ela me encara.
— O que você quer comgio agora? Você encontrou Karina?
— Está no morro do alemão, junto com seu amante – ela me olha
— Meu amante?
— Grecco, gregorio, como você quiser o chamar – eu falo e ela me encara – foi você que colocou ele dentro da minha casa?
— Não – ela fala rapidamente – eu jamais faria isso, ainda mais sabendo que eles querem fazer m*l a ela.
— Fala – eu falo gritando – foi você, ou não?
— Não – ela fala e eu dou um t**a em seu rosto forte. – Para Jean, para jean, por favor. Eu jamais faria nada para prejudicar ela.
— Será mesmo? – eu pergunto pegando ela pelo pescoço.
— Por favor, para – ela fala – eu não aguento mais as suas crueldades.
— Eu já sei o que vou fazer com você – eu falo para ela – eu não preciso mais de você.
— Jean – ela fala me olhando e eu abro um sorriso para ela.
— De uma surra nela, joguem ela em qualquer buraco – eu falo – quero ela morta.
— Não, por favor não – Samanta fala gritando
Capítulo 46
GRECCO NARRANDO
Eu vejo Karina subindo e Joca vem ao meu encontro, eu o encaro.
— Já chamei um médico de nossa confiança – ele fala
— Você acha que ela sobrevive?
— Ela está muito machucada – Joca fala
— Karina escutou os gritos dela – eu falo
— Ela perdeu todo sentido, está desmaiada, provavelmente vamos ter que tirar ela daqui.
— Impossivel, se Jean descobrir que ela está viva – eu falo para ele – o negocio vai ficar f**o.
— Ninguém pode saber que ela está aqui – Joca fala.
— Somente eu, você, Sampaio e Ester – eu falo
— HT – Joca fala
— É – eu respondo – nós apenas.
— É Melhor – ele fala – e o que Karina estava fazendo por aqui?°
— Disse que estava dando uma volta, mas ela é muito curiosa – eu falo – provavelmente Maria Izabel deveria falar muito sobre o morro.
— É isso que precisamos ficar de olho, nessa curiosidade toda – ele fala me olhando – se ela desconfia que Samanta está aqui, a gente começa a ser os inimigos dela.
— Você tem razão – eu falo – eu vou dar um jeito nisso.
Eu fico ali acompanhando, o médico chega e é montado uma uti para Samanta ali, ela estava muito m*l, m*l mesmo.
Jean tinha mandado m***r ela, essa mulher sabia muita coisa, muitos segredos de dentro daquela casa, principalmente sobre Karina e toda sua história.
Eu pego meu celular e vejo que era mais uma ligação que eu ignorava da Fabiene, ela estava me caçando a todo custo, queria conversar comigo e queria que eu fosse ver ela.
Então, Ester me manda uma mensagem dizendo que Karina estava cobrando dela sobre Samanta, porque ela disse que conseguiria noticias. Joca tem razão, se ela descobrir sobre Samanta, a gente começaria a ser os seus inimigos.
— Estamos com 5 vapores fazendo a segurança aqui – Joca fala
— Nos becos também, ninguém entra aqui perto – eu falo
— Ok – ele fala – eu vou ver Alana.
— Como ela está? – eu pergunto
— De boa – ele fala – só Ester, que parece que cismou com ela.
— Cismou é? – eu pergunto
— Sim – ele fala – mas coisa de mulher, vou lá falar com Alana.
Eu vejo Joca indo e eu precisava falar com Ester sobre essa cisma dela, eu não acredito que Ester cismaria com alguém por causa de ciúmes somente.