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947 Palavras

Narrado por Laura O bar era o mesmo da primeira vez, como se o destino tivesse decidido que esse seria o nosso ponto cego no mundo real. Era discreto, meio escondido entre os prédios modernos da cidade, com luz baixa, música ambiente e uma carta de vinhos que me fazia sorrir só de olhar. Cheguei dez minutos antes, como sempre. Gosto de observar o ambiente antes de me deixar observar. E, claro, pra preparar meu coração também. Porque hoje... hoje eu ia ouvir a verdade. Eu estava pronta para colocá-lo contra a parede. Meus argumentos ensaiados na cabeça. Meu olhar treinado para não demonstrar surpresa. Mas quando Rafael entrou, com aquele jeito despreocupado, a camisa branca dobrada até os cotovelos e o sorriso honesto no rosto, todo o meu preparo ameaçou ruir. Ele me viu, sorriu e camin

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