Narrado por Laura Eu tinha acabado de sair de uma reunião com o estagiário novo do meu escritório — que, entre nós, parecia mais interessado no meu batom do que na jurisprudência da guarda compartilhada. Ainda assim, consegui manter a compostura, dar as orientações certas e despachá-lo com um sorriso educado. Assim que a porta fechou, me joguei no sofá, tirei os saltos e soltei um suspiro que parecia ter saído de uma semana inteira de tensão. Na mesa de centro, o notebook ainda aberto me chamava. A pasta do processo Bianchi piscava em destaque. Aquela história estava me consumindo mais do que eu esperava. Não era só mais um caso difícil — era um campo minado emocional. Matteo era o cliente mais cínico e perigoso que eu tinha atendido nos últimos anos. E ainda assim, por um valor que cob

