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851 Palavras

Narrado por Rafael A cidade já estava vestida de noite, mas dentro de mim ainda era o mesmo dia. O dia em que tentaram me matar. O dia em que eu tive certeza de que Matteo Bianchi não era só um adversário. Era um monstro. Desde então, minha casa virou abrigo. Refúgio. Zona de guerra silenciosa. Arma no alcance do braço, celular rastreado, escolta na porta. Viver virou estratégia. Estava no sofá, com a TV ligada em volume baixo e o copo de vinho na mão, quando o interfone tocou. Levantei. O nome no visor me fez prender o ar. “Laura.” Não era inesperado. Mas ainda assim... mexeu comigo. Atendi. Rafael: Pode subir. Fiquei parado olhando a porta como se ela fosse explodir. E de certo modo, ia. Porque Laura vinha carregada de tudo que a gente nunca disse. E hoje, eu sentia que não dava

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