Narrado por Rafael O curativo no braço do segurança ainda estava fresco quando entrei de volta no apartamento. O silêncio era desconfortável. Não era o silêncio da paz, era o do pós-guerra. Aquele tipo de calmaria que só serve pra lembrar que você quase morreu. Joguei as chaves na mesa, sentei no sofá e passei a mão no rosto. A camisa ainda cheirava a pólvora. O gosto metálico da adrenalina ainda impregnava a boca. Mas a única coisa que não saía da minha cabeça era o nome dele. Matteo. O desgraçado foi longe demais. Peguei o celular. O número da Laura já estava ali nos favoritos, como se o meu instinto tivesse se adiantado a essa decisão. Olhei a tela por alguns segundos. Pensei se devia. Se era prudente. Se colocaria ela em perigo. Mas a verdade é que ela já estava dentro. Até o pesc

