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871 Palavras

Narrado por Sofia O dia estava começando lento. Tinha dormido m*l, o corpo moído pela última sessão de quimio, e a cabeça ainda cheia das palavras do médico: “o tratamento tá funcionando, mas a gente precisa seguir firme”. Como se fosse fácil seguir firme quando tudo ao redor parece desmoronar. Eu estava no quarto, sentada na poltrona com minha manta preferida nas pernas, quando ouvi os passos do Marco pelo corredor. Eram firmes, mas pesados. Daqueles que a gente conhece só de ouvir. Quando ele entrou no cômodo, percebi na hora que alguma coisa estava errada. — Que foi? — perguntei, direto, porque eu não sou mulher de rodeio. — Aconteceu alguma coisa? Ele se aproximou devagar, agachando na minha frente, e segurou minhas mãos entre as dele. O rosto sério, os olhos tensos. — O Rafael m

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