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800 Palavras

Respirei fundo antes de entrar naquela sala pela última vez. . . . . Meus dedos apertavam a alça da pasta com força, como se agarrar em papéis pudesse me dar a firmeza que eu precisava pra dizer o que ia dizer. Matteo estava sentado atrás da mesa, como sempre, impecável, frio, com os olhos fixos em algo que fingia ser importante demais para me notar. Mas ele notou. Ele sempre notava. — Posso falar com você? — perguntei, seca, sem rodeios. Ele levantou os olhos devagar, como quem já sabia o que vinha. Como quem sentia o cheiro da tempestade antes da primeira gota cair. — Fale. Fechei a porta atrás de mim. Dei dois passos, parei, e mantive a distância. Era como se, naquele momento, até o ar entre nós estivesse contaminado demais pra ser respirado em paz. — Eu vou sair do caso. As pal

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