Mano… eu não esperava ouvir tudo aquilo da baixinha. Juro. A história dela me pegou desprevenido. Quando vi os olhos dela cheios de lágrimas, me bateu um bagulho no peito que eu nem sei explicar. Um aperto, uma vontade de pegar aquela dor pra mim, só pra ela não sentir mais. E olha… isso não é normal pra mim. Eu não costumo me importar assim com ninguém. Quando percebi que ela tava ficando m*l, falei que ela podia parar, que eu entendia, mas ela fez questão de continuar. Era como se ela precisasse tirar aquilo de dentro, como se estivesse desabafando com alguém pela primeira vez. E, por algum motivo que nem eu entendo direito, ela escolheu a mim. Fiquei em silêncio, só ouvindo. Tentando entender cada pedaço daquela dor que ela carregava. Quando falou do irmão desaparecido, da invasão na

