--- May — narrando Abro o portão devagar... minhas mãos tremem. Depois de quase onze anos longe, depois da morte dos meus pais, ali estava eu... de volta àquela mansão onde vivi os melhores dias da minha infância. E só de cruzar aquele portão, senti como se o tempo tivesse voltado. O coração apertado, a garganta seca, e o peso das lembranças caindo sobre mim como um vendaval. Pelo menos por fora, tudo parecia igual… como se o tempo tivesse respeitado aquele lugar. Bem conservado, do jeito que meu pai sempre gostava de manter. Dou alguns passos. O D4 me acompanha em silêncio, atento a tudo, como se respeitasse cada passo que eu dava ali. Caminho até a entrada principal, tiro a segunda chave da bolsa e destranco a porta. Coloco a senha eletrônica… e antes de girar a maçaneta, paro por u

