— O que está fazendo aqui, Mathias? Questionei, fitando-o com severidade. Minha voz saiu baixa, mas carregada de autoridade. Permitir sua entrada foi uma concessão que fiz sob uma única condição: que apenas acontecesse quando eu estivesse presente. Precisava entender as reações de Samanta... E, ao que tudo indicava, o problema era sua voz. Não o rosto, mas o timbre. Ela já o viu antes. Percebi o desespero nos olhos dela, que se agarrou a mim com uma força desmedida, como se quisesse fundir-se ao meu corpo para escapar de um medo que a consumia por dentro. Mathias, por sua vez, manteve-se impassível. Seu olhar permanecia fixo nela de forma enigmática, como se também estivesse preso a alguma lembrança que não desejava confessar. Mathias — Vim apenas para lhe dizer que a Brenda está sof

