Na manhã seguinte. Eu ainda dormia com a Samanta nos meus braços quando, do nada, ela foi arrancada de mim. Vozes alteradas ecoavam pelo quarto. Fui o primeiro a acordar, assustado. Me levantei num pulo e dei de cara com o governador, meu pai, meu irmão… e o filho da p**a do meu primo Mathias. Mas o que me chamou a atenção foi aquele sorriso presunçoso, debochado, no canto da boca dele. Mais afastada, tava a dona Vitória, chorando. — O que é que vocês estão fazendo na minha casa? Quem deixou vocês entrarem aqui?! O governador me encarou com ódio e falou, frio e grosseiro: Emiliano — Eu sou o governador dessa cidade, Maike. Posso fazer a justiça funcionar. Levantei o queixo, puto: — Mas isso não dá o direito ao senhor de invadir a casa de quem quer que seja, governador Emiliano. Esta

