O relógio marcava quase meia-noite quando Emily finalmente se afastou da janela. A cidade brilhava lá fora, indiferente aos dramas que se desenrolavam na casa silenciosa. Ela caminhava lentamente pelo corredor, os passos ecoando de maneira mínima, quase temendo que qualquer som pudesse denunciar suas emoções. Cada pensamento parecia gritar: as fotos… as lembranças… a dúvida. Alexander estava atrás dela, mas não tocava. Respeitava o espaço que Emily ainda precisava para processar a tempestade que a consumia. Mas a tensão no ar era palpável, carregada como se cada segundo pudesse explodir. — Emily — começou ele, a voz firme, mas baixa, carregada de cuidado e preocupação — precisamos conversar. Agora. Ela parou, respirando fundo, lutando para não ceder às lágrimas que ameaçavam escapar. Ha

