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1061 Palavras

Seis meses. Foi esse o tempo que passou desde o dia em que o perigo ganhou um rosto, desde o momento em que o jogo deixou de ser invisível e passou a caminhar ao lado deles, a observá-los, a provocá-los, a desafiá-los. Seis meses… de calma aparente. Mas nada ali era realmente calmo. --- A casa continuava segura. Ou melhor… Controlada. A presença dos seguranças já não causava estranheza. Tornou-se parte da rotina, quase como móveis invisíveis que respiravam e se moviam. Sempre atentos. Sempre próximos. Sempre prontos. Emily aprendeu a conviver com aquilo. Aprendeu a sair acompanhada. Aprendeu a ser observada. Aprendeu a fingir que aquilo não a incomodava. Mas o que ela nunca conseguiu ignorar… Foi a sensação. --- Aquela sensação constante de que algo ainda estava por vir. -

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