O escritório estava mergulhado numa quietude quase cirúrgica, daquelas que não apenas silenciam o ambiente, mas também organizam os pensamentos, obrigando cada ideia a surgir com mais nitidez, mais peso, mais responsabilidade. A luz que entrava pelas janelas amplas desenhava sombras longas sobre a mesa, onde relatórios, documentos e registos estavam espalhados de forma meticulosa — não desorganizada, mas viva, como um quebra-cabeça em construção. Emily permanecia sentada, com a postura ereta, os olhos fixos num ponto indefinido por alguns segundos, como se estivesse a tentar reorganizar mentalmente tudo o que tinham analisado até aquele momento. O cérebro dela trabalhava rápido, conectando dados, levantando hipóteses, mas também… descartando-as. E foi exatamente isso que começou a incomo

