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1301 Palavras

A casa Laurent nunca pareceu tão silenciosa. Não era o silêncio confortável de um lar seguro depois de um dia longo. Era um silêncio diferente — mais denso, mais atento, como se as próprias paredes estivessem em alerta, como se cada espaço carregasse agora uma consciência nova sobre o que estava a acontecer fora dali. Naquela noite, nada voltou ao normal. E, talvez, nunca mais voltasse. --- Emily estava sentada na cama, ainda vestida com a mesma roupa com que tinha saído do shopping. O cabelo, antes perfeitamente alinhado, agora caía de forma mais solta sobre os ombros, e os sapatos tinham sido abandonados perto da porta, como se ela tivesse simplesmente perdido a energia para continuar qualquer rotina habitual. As mãos estavam pousadas sobre o colo, mas os dedos se moviam levemente,

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